O número de civis mortos devido à violência no Iraque caiu em dezembro, tornando-se o mais baixo do ano, de acordo com dados divulgados pelo governo neste domingo, apesar das explosões que ocorreram na capital depois da saída dos militares norte-americanos.

A tensão aumentou depois da retirada das tropas americanas no dia 18 de dezembro, quando o primeiro-ministro xiita, Nuri al Maliki pediu a prisão do vice-presidente sunita, alegando que ele comandava esquadrões da morte. O premiê também pediu ao parlamento que demitisse o vice-primeiro-ministro sunita.

Foram 90 civis mortos em dezembro em explosões e outros ataques. Em novembro foram 112, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Trinta e seis policiais e 29 soldados também foram mortos em dezembro, segundo dados divulgados pelo Ministério de Interior e da Defesa, enquanto que 42 policiais e 33 soldados foram mortos em novembro. Os dados também mostraram que 99 civis, 92 policiais e 88 soldados foram feridos em incidentes violentos no mês passado.

Explosões e assassinatos continuam sendo acontecimentos diários no Iraque nos quase nove anos depois da invasão liderada pelos EUA. A polícia e o exército do país, que assumiram total responsabilidade pela segurança depois da retirada das tropas norte-americanas, são alvos frequentes.

Os piores ataques aconteceram no dia 22 de dezembro, quando uma série de explosões, principalmente em áreas xiitas em Bagdá, mataram no mínimo 72 pessoas.