A polícia de União dos Palmares tenta encontrar o motorista de transporte alternativo Manoel Ferreira dos Santos, 44 anos, acusado de sequestrar e matar a estudante Maria Madalena Lira, de 23 anos, desaparecida desde a manhã do último domingo (18). O corpo de Madalena foi encontrado no Km 2, da BR-104, na Fazenda Santa Rita pertencente à Usina Serra Grande, em São José da Laje., já na divisa entre Alagoas e Pernambuco.
Segundo familiares da vítima, Maria Madalena foi retirada à força da residência dos pais pelo acusado. O motivo da violência seria o incoformismo de Manoel Ferreira com o término de um relacionamento amoroso, de seis anos, entre ambos.
A cabeleireira Diana Maria da Silva de 21 anos, irmã de Maria Madalena, relatou que Manoel Ferreira sempre teve temperamento explosivo e "ciúme sem limites", razão pela qual o relacionamento sempre foi conturbado, segundo ela. O motorista - casado e com filhos - proibia a vítima até de estudar.
"Cansada das humilhações e de tanto apanhar, Madalena teve um conversa com Manoel e encerrou o caso entre os dois. No domingo pela manhã, Manoel entrou na casa onde estava minha irmã, a espancou, e disse que o caso deles só se resolvia na porrada e fez minha irmã entrar à força no veículo dele” , declara Diana.
Um telefonema recebido na Delegacia Regional de União dos Palmares, na tarde desta terça-feira (20) detalhando o local onde o corpo da vitima poderia ser encontrado também informou que Manoel estaria com a pretensão de fugir para São Paulo onde se econderia em casa de parentes.
Procura-se o motorista
Diante da informação foi solicitada a atenção da Policia Federal no Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares e distribuídas fotos do acusado para os postos da Policia Rodoviária em Alagoas.
“Quem souber do paradeiro de Manoel Ferreira dos Santos ligar para o numero 3281-2500, cuja indentidade do informante será mantida em sigilo” , explicaram os policiais.
Os agentes que realizaram os levantamentos preliminares suspeitam que talvez uma segunda pessoa possa ter participado do assassinato, pois o corpo estava a cerca de um quilometro da margem da rodovia.
