A Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Alagoas decidiu que os três acusados na morte do estudante Diego Florêncio vão a júri popular, entre eles o jovem Antônio Garrote da Silva Filho, o ‘Toninho Garrote’ que é filho da ex-prefeita de Estrela de Alagoas, Ângela Garrote. A data do julgamento ainda não foi definida.
A decisão dos desembargadores José Carlos Malta Marques, Orlando Manso, Otávio Praxedes e Edvaldo Bandeira Rios, que integram a Câmara, foi anunciada durante o pleno desta quarta-feira (14). Eles rejeitaram o recurso impetrado pelos advogados de defesa dos acusados de envolvimento no crime, que pedia a anulação da pronúncia. No inquérito, os três acusados são denunciados por homicídio qualificado por motivo fútil e por ter sido praticado sem possibilidade de defesa da vítima.
Além de Antônio Garrote da Silva Filho, foram acusados de participação no assassinato Paulo José Leite Teixeira, o ‘Paulinho do Cartório’, e Juliano Teixeira Balbino, sendo este a pessoa que teria efetuado os disparos contra o estudante morto.
O relator do recurso, desembargador Orlando Monteiro Cavalcanti Manso, entendeu que havia a presença de indícios de autoria suficientes a justificar a manutenção da decisão de pronúncia dos réus. “Na sentença o magistrado se houve com prudente determinação como exige a lei processual. E fundamenta seu convencimento de forma clara, jurídica e consciente”, declarou o relator.
A defesa havia apresentando recurso pedindo a despronúncia dos acusados, alegando que o recorrente Antônio Garrote da Silva Filho não mantinha qualquer tipo de inimizade com a vítima que motivasse a prática do delito. Em relação aos demais réus, não havia indícios consistentes que justificassem a prnúncia.
Em depoimento, os acusados afirmaram que estavam na cidade de Arapiraca no dia do crime. A testemunha ocular do caso forneceu declarações que ajudaram a esclarecer o delito. Em uma dos relatos apresentados afirmou que Juliano Ribeiro Balbino foi o autor dos disparos. Além dele, parentes da vítima acusam os três réus de serem responsáveis pelo assassinato.
O crime
Diego Santana de Florêncio, de 23 anos, foi morto a tiros de pistola 380, que atingiram a cabeça e o tórax da vítima. O crime ocorreu em 23 de junho 2007, na cidade de Palmeira dos Índios, no momento em que o estudante retornava para casa após ter saído para lanchar na companhia de um amigo. A vítima chegou a ser socorrida para o Hospital Santa Rita, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu.
Os acusados do crime chegaram a ser presos no dia 11 de janeiro de 2008 e soltos 14 dias depois. Após a morte do analista de sistemas, familiares de Diego, morto a tiros de pistola, disseram temer pela não punição para os acusados, pois eles eram de famílias influentes na região.
