O secretário norte-americano da Defesa, Leon Panetta, chegou nesta terça-feira a Cabul para reafirmar o compromisso dos Estados Unidos no Afeganistão, de onde as tropas americanas começaram a se retirar.
Trata-se de uma visita de dois dias não anunciada, a segunda desde que assumiu a liderança do Pentágono.
Durante a estadia no Afeganistão, Panetta se encontrará com o presidente Hamid Karzai e com seu ministro da Defesa, Abdul Rahim Wardak.
A visita ocorre após uma passagem pelo Djibuti, onde Panetta afirmou que as operações dos Estados Unidos contra a Al Qaeda agora se concentram em grupos-chave no Iêmen, na Somália e no norte da África.
O secretário disse que os esforços contra os grupos leais à Al Qaeda agora dependem da parceria com países como o Djibuti. A base militar neste pequeno país no Chife da África é o ponto de lançamento de "drones" (aviões não tripulados) usados pelos EUA para missões de inteligência, espionagem e ataques contra focos de terrorismo.
Panetta anunciou ainda que visitará a Líbia, o que o torna o primeiro chefe do Pentágono a viajar para o país, que vive uma onda de violência desde março.
Ele disse que também viajará ao Iraque nos próximos dias para participar da cerimônia de retirada das tropas dos Estados Unidos, após quase nove anos de guerra.
À medida que começa a retirada das tropas americanas do país no Oriente Médio, as atenções dos EUA passam a se voltar para o norte da África, onde atuam grupos ligados à rede terrorista Al Qaeda.
"Os Estados Unidos estão decididos a seguir a Al Qaeda onde quer que ela esteja e garantir que ela não terá lugar para se esconder", disse Panetta em sua primeira visita ao Djibuti. Aliado-chave dos EUA na região, o país tem a única base norte-americana na África subsaariana.
Panetta se encontrou com o presidente do Djibuti, Ismail Omar Guelleh, e os cerca de 3.000 militares dos EUA baseados no país africano para operações de contraterrorismo.