O presidente da Câmara dos Deputados e presidente em exercício da República, Marco Maia (PT-RS), disse na noite desta sexta-feira (2) que na próxima segunda (5) irá nomear um grupo de servidores para analisar as novas denúncias envolvendo o ministro do Trabalho, Carlos Lupi.
O ministro teria acumulado, durante quase cinco anos, entre 2000 e 2005, dois cargos de assessor parlamentar em órgãos públicos distintos (Câmara dos Deputados e Câmara Municipal do Rio de Janeiro). Também será investigada denúncia de que Lupi teria sido funcionário "fantasma" da Câmara entre 2000 e 2006.
"Eu, na segunda-feira, vou nomear um grupo de servidores que vai ter a responsabilidade de investigar toda a situação envolvendo o ministro Lupi, para que possa olhar a legislação, olhar a circunstância da contração do Lupi e também buscar as informações junto à prefeitura do Rio de Janeiro para que tenhamos um quadro completo. A partir daí que vamos tomar uma decisão sobre as medidas tomar no sentido de investigar mais profundamente", disse Maia.
Maia afirmou que Lupi tem respondido a todos os questionamentos desde que a série de denúncias começou a vir à tona, e que acredita que o ministro também consiga se explicar dessa vez.
"Eu acho que o ministro Lupi tem respondido a todos os questionamentos e todas as denúncias. A expectativa de todos é que ele continue respondendo e essa, que é mais uma denúncia que precisa ter resposta", afirmou o presidente em exercício.
Na quarta-feira (30), a Comissão de Ética da Presidência da República recomendou à presidente da República, Dilma Rousseff, a exoneração do ministro. Dilma pediu mais informações ao ministro e à comissão, e informou que só decidirá sobre o caso quando voltar da viagem à Venezuela. Maia apoiou a decisão da presidente.
"A presidente está corretíssima, acertadíssima quando pediu mais informações. Ela não pode tomar uma decisão olhando apenas para uma folha de papel. Eu faria da mesma forma", afirmou Maia.