Seis dos principais bancos centrais do mundo anunciaram, nesta quarta-feira (30), conjuntamente, medidas para ampliar o crédito no sistema financeiro internacional.

A operação foi feita para tentar salvar o mercado mundial da falta de dinheiro. Por causa da crise, os bancos europeus estão com medo de emprestar dinheiro uns para os outros. E muitos estão com dificuldade em conseguir dólares para honrar seus compromissos. A consequência é um aperto no crédito para consumidores e empresas.

Para ampliar o crédito, os bancos centrais dos Estados Unidos, Japão, Canadá, Reino Unido, Suíça e o Banco Central Europeu adotaram uma operação coordenada. Uma das medidas foi cortar em meio ponto percentual o custo das operações de troca de euro por dólar. Além disso, todos concordaram também em facilitar os empréstimos entre os bancos centrais, tanto em dólar quanto em moeda local.

Com mais facilidade de conseguir a moeda americana, os bancos centrais esperam que o crédito aumente e as economias da Europa possam se recuperar.

A operação provocou uma onda de otimismo nas bolsas em todo o mundo. Na Europa, os ganhos ultrapassaram os 3%. Nos Estados Unidos, o dia também foi muito bom no mercado financeiro. Mas os especialistas alertam: apesar de o anúncio representar um importante sinal de unidade dos bancos centrais, só essas medidas não resolvem a crise financeira mundial. Para eles, as autoridades da Zona do Euro precisam colocar a casa em ordem para salvar a moeda única.

O tom foi dado pelo próprio comissário europeu de assuntos econômicos, que disse que os próximos dez dias serão fundamentais para encontrar uma solução para a crise.