O chefe de comissão especial do Bahrein que investigou as manifestações contra o regime no país afirmou nesta quarta-feira que as autoridades fizeram uso de tortura e força excessiva contra pessoas detidas durante os protestos no começo do ano.
As conclusões divulgadas por Mahmoud Cherif Bassiouni trouxeram os pontos principais sobre o relatório feito sobre as ações contra participantes de protestos em fevereiro e março, quando mais de 40 pessoas morreram. Mais de 1.600 pessoas foram presas.
O rei Hamad, respondendo às críticas do relatório da comissão independente, afirmou que fará tudo possível para que "aqueles eventos dolorosos não se repitam".
De acordo com a emissora de TV Al Jazeera, com sede no Qatar, o regime já havia reconhecido que havia ocorrido o uso de força excessiva contra os manifestantes.
A população do Bahrein é de maioria xiita e a onda de violência aumentou as tensões contra os sunitas da realeza e da elite política, segundo a emissora britânica de TV BBC.
Inspirados pela onda de revoltas da Primavera Árabe, os protestos continuam pelo país.
Horas antes da divulgação do relatório, as forças policiais entraram em confronto com manifestantes, disparando gás lacrimogêneo na tentativa de dispersa-los.