O sucesso esperado na terceira edição do Samba Maceió se tornou em decepção para mais de 15 mil pessoas que lotaram o estacionamento do Estádio Rei Pelé, no Trapiche da Barra, para conferir os sucessos de grandes nomes do samba e do pagode nacionais. O medo agora, é que a desorganização da produção do evento pode acabar “manchando” o trabalho de outros produtores no estado, já que o assunto é nacionalmente comentado nas mídias sociais.

A reportagem do CadaMinuto conversou com algumas pessoas que estavam no show. “Em nenhum momento ninguém da produção chegou a anunciar que não haveria as atrações principais”, contou a estudante de Arquitetura, Jéssica Maria Moura. Segundo ela, o público teve conhecimento de que os cantores Belo e Rodriguinho não tocariam através de comentários dos próprios seguranças.

“Eles comentavam que uma bomba iria estourar, mas até então ninguém imaginava que o problema seria com as bandas. Já era duas da manhã e só as bandas daqui tinham subido ao palco e estavam enrolando muito. Quando soube realmente do que estava acontecendo fui embora com medo que algo pior acontecesse”, relatou a estudante, afirmando que em um dos camarotes houve quebra-quebra devido à falta de bebidas.

Os produtores de eventos em Alagoas temem que o assunto seja generalizado e acabe afetando na realização de show com bandas nacionais. Para o produtor da Invet Produções, Mateus Vilela, em caso de cancelamento de eventos ou de bandas que se apresentariam, como aconteceu neste domingo, o mínimo que se pode esperar é a devolução do dinheiro ao público.

“Não compartilho deste tipo de atitude. São casos assim que mancham o nome de produtores em Alagoas e encontramos dificuldades para contratar bandas nacionais. Mas aqui existem grandes nomes, que trabalham com seriedade e responsabilidade”. Vilela explicou ainda que imprevisto pode ocorrer em qualquer evento, mas a organização precisar ter ética com o que está sendo divulgado.

O mesmo pensamento é compartilhado pelo produtor Raul Tenório. “É muito fácil abrir uma empresa de eventos hoje, mas o difícil é mantê-la. É o assunto mais comentado na internet e acaba sujando a imagem do ramo”.

Procon notificou empresa

A estudante de Arquitetura garantiu ao CadaMinuto que irá procurar o Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon) para saber que procedimentos devem adotados, já que pretende ser ressarcida do valor pago pelo ingresso.

O superintendente do órgão, Rodrigo Cunha, orienta que os consumidores que se sentirem lesados por conta da falta de cumprimento do que havia sido divulgado pela organização poderão procurar o órgão.

“O primeiro passo é ou as pessoas irem pessoalmente ao Procon ou fazer a denúncia pelo Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC), relatando que adquiriu a camisa do show e que as atrações não compareceram”, disse Cunha, garantindo que já notificou a organização do evento. Dependendo da resposta da produtora, é que o órgão definirá as atitudes tomadas para que o consumidor não seja prejudicado.

O Empresário César Figueredo entrou em contato com à reportagem do Portal CadaMinuto relatando que não tem nenhuma relação com o evento e qualquer responsabilidade e/ou questionamento por parte dos clientes deverá ser realizado ao 'dono' do Samba Maceió.

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