Morreu na noite desta terça-feira (15) o rottweiler Lobo, que havia sido arrastado pelo carro do dono por vários quarteirões no último dia 2 em Piracicaba (160 km de São Paulo).

O cão, que teve uma das patas dianteiras amputadas logo após o incidente, estava internado em uma clínica e sob os cuidados da ONG Vira-Lata Vira-Vida.

Em nota divulgada em seu site, a ONG afirma apenas que Lobo morreu por "complicações no quadro clínico". A Vira-Lata Vira-Vida informou que pretende divulgar mais detalhes sobre a causa da morte após a realização de uma necropsia nesta quarta-feira.
 

ACIDENTE

Segundo duas testemunhas ouvidas pelo delegado Wilson Sabino, o cachorro estava preso por uma corda ao carro do dono, o mecânico Claudio César Messias, quando foi arrastado no último dia 2. Quando foi avisado sobre isso, Messias disse que iria "acabar de matar" o animal, mas, após reação de moradores da região, deixou o local.

Em depoimento, Messias negou que tivesse intenção de machucar Lobo. Ele afirmou que tinha saído para passear com o animal na caçamba do carro e não viu quando ele caiu. Ao ver o estado do cão, achou que ele estava morto, ficou nervoso e foi embora.

"Ele imaginou que o animal não ia sobreviver. Não posso afirmar se houve intenção, mas de qualquer forma ele foi imprudente", disse o delegado. Segundo ele, em casos desse tipo não há indiciamento, apenas um encaminhamento para que a Justiça decida o que deve ser feito.

O advogadode Messias, José Silvestre, pretende apresentar à Justiça comprovação da boa relação do proprietário com o cachorro, mostrar que não há antecedentes de agressão e que o passeio com o animal na caçamba já havia ocorrido outras vezes, sem causar lesões ao cão.

MULTA

A Polícia Ambiental de Piracicaba aplicou no último dia 9 uma multa de R$ 1.500 a Cláudio Messias.

Segundo o sargento da Polícia Ambiental Domingos Bertuolo, a autuação por mutilação de animal doméstico teve como base um laudo veterinário. "Não avaliamos a culpa dele. O que importa é que houve um resultado mutilador no animal, que sempre deve ser evitado pelo proprietário", afirmou.

Segundo duas testemunhas ouvidas pelo delegado Wilson Sabino, o cachorro estava preso por uma corda ao carro de Messias. Quando foi avisado sobre isso, Messias disse que iria "acabar de matar" o animal, mas, após reação de moradores da região, deixou o local.

O advogado de Messias disse que irá recorrer da multa --por não ser adequada aos rendimentos do mecânico-- e que seu cliente está passando por um linchamento público. "Ele já foi dado como criminoso antes mesmo de ser ouvido. Somos favoráveis a se apurar o que aconteceu, mas ele não teve oportunidade de se defender", disse Silvestre.