A suposta “troca de favores” entre o banco Panamericano e a gestão tucana de Alagoas carece de uma explicação urgente.

Afinal, teríamos em nosso estado contradito o grande Belchior?

Teríamos nesta terra caeté apenas “um rapaz Panamericano, com dinheiro no banco, com parentes importantes e atuando na capital”?

O secretário Luiz Otávio Gomes e seus superiores, ou seja, o Governador do Estado, além das lideranças do Partido da Social Democracia Brasileira, devem ter todo o direito de defesa garantido e preservado. Afinal, estamos sob vigência de um Estado Democrático de Direito.

Sou contra pré-julgamentos e linchamentos públicos. No Brasil, quantos homens e quantas mulheres honradas não foram vítimas deste mal que corrói nossa dignidade e civismo.

Para além das ações da Polícia Federal e do Ministério Público, admitamos, que nos últimos tempos a mídia nacional parece ter se acostumado ao “strike” de ministros.

A cada jogada do boliche midiático nacional não sobra um dirigente ou gestor público em pé. Que o diga o ministro Carlos Lupi, a bola da vez a contar com ferrenhos defensores no PDT alagoano.

E, felizmente, a imprensa é livre para exercer seu papel de apresentar a sociedade os fatos escamoteados e jogados por debaixo do tapete por gestores que causam malefício ao nosso país!

Quando isto é feito com ética, respeito e imparcialidade, e sobretudo consubstanciado por fatos concretos, a imprensa exerce sim um papel cidadão.

Mas este detalhe não livra os “acusados” da responsabilidade – e necessidade extrema, reforço – de ofertarem explicações à sociedade.

Muito pelo contrário, o volume das denúncias e o meio nacional de veiculação – a Folha de S. Paulo – fazem com que esta resposta seja inadiável.

Um dos principais pecados da atual gestão estadual é a letargia e o atraso nas respostas à população. Lamentavelmente!

No começo do primeiro mandato, em 2007, houve o “confisco” do aumento salarial dos servidores (em alguns casos mirabolantes em termos de percentual, assumamos!).

E diante da crise a resposta oficial era: “devo, não nego, pago quando puder!”. Passaram-se dias, greves e convulsões sociais até o governo se pronunciar com um mínimo de firmeza.

E para isso ocorrer precisou ter de tudo: de queima de pneu à “zabumba” na porta do Palácio.

Mais recentemente, a pendenga das casas dos desabrigados foi mais uma vítima do vírus da resposta mansa do governo do Bem.

Foi preciso um mutirão de revolta em todo o estado para que a gestão, acertadamente, falasse o que era justo e essencial dizer: que os desabrigados, que não têm nem o que comer nem o que vestir, não seriam obrigados a se tornarem mutuários da Caixa Econômica Federal.

Agora, parece que este vírus da resposta mansa ataca novamente.

Até quando ouviremos, contraditoriamente, o silêncio da gestão sobre este fato envolvendo o Panamericano?

Quero reiterar que o PSDB possui, em Alagoas e no Brasil, alguns excelentes quadros, e com visão social. Sim, com visão social!

Não nos esqueçamos que o atual Bolsa Família é um legado do PSDB do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Por isso, por vezes concordo plenamente, mas vez por outra discordo da tese de uma insensibilidade integral do tucanato.

Agora, o mutismo do governo de Alagoas reforça a teoria de que tais animais de alta plumagem não “estão nem aí” com as denúncias que hoje colocam em xeque suas integridades morais.

Em especial se lembrarmos que é o PSDB o artífice nacional das cobranças importantes e corajosas por mais lisura e transparência no czarismo do bonde petista dirigido por Dilma, e guiado por Lula.

Se o PSDB e a gestão tucana de Alagoas prezam por sua biografia, estes têm a obrigação de não deixar o episódio do Panamericano passar em nuvens azuis.

Ou se pronunciam, respondem, negam e repelem com provas, ou assumem o erro com humildade... ou cairão na vala comum que enoja nossa política.

E vão nos mostrar, como ainda diria Belchior, que a “vida realmente é diferente. Quer dizer! A vida é muito pior...” 

 

 

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