Após o anúncio feito no domingo à noite de que o primeiro-ministro grego, Giorgos Papandreou, renunciará para dar lugar a um governo de união nacional, as especulações se voltam agora para seu possível sucessor, que dirigirá o Executivo até as eleições antecipadas de 19 de fevereiro.
O nome mais cotado é o do ex-presidente do Banco Nacional da Grécia e ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) Lucas Papademos, um dos economistas mais renomados do país.
No entanto, a única informação oficial até o momento é que os dois partidos majoritários, o socialista Pasok e o conservador Nova Democracia (ND), estão de acordo para formar o novo Executivo.
Ao início de uma reunião realizada nesta segunda-feira entre o presidente da Grécia, Karolos Papoulias, e o líder da extrema direita LAOS, Giorgos Karatzaferis, o chefe de Estado disse que "a iniciativa para escolher o novo primeiro-ministro está sendo preparada".
A imprensa grega informou que Papademos chegará nesta segunda-feira à Grécia procedente dos Estados Unidos e apontou que tudo indica que os dois partidos chegaram a um acordo sobre seu nome.
No entanto, fontes consultadas nesta segunda-feira pela Agência Efe em Atenas, que pediram anonimato, não se atreveram a confirmar que o pacto esteja fechado e disseram que "os dois partidos continuam negociando" Além de Papademos, também é especulado o nome do atual vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, o socialista Evangelos Venizelos e, por parte do ND, Stavros Dimas, ex-comissário europeu de Meio Ambiente e atual vice-presidente do partido conservador, que poderiam ser os vice-primeiros-ministros do novo governo.
A imprensa também comenta que o ND estaria pedindo a substituição de alguns ministros do governo, como Interior, Ordem Pública, Justiça e Defesa, relacionados com a gestão das eleições.
Após a renúncia definitiva do atual Executivo, o novo governo precisará ser aprovado pelo presidente e receber um voto de confiança após um debate parlamentar. O respaldo, no entanto, já está garantido, visto que os partidos contam juntos com 238 cadeiras de um total de 300 na Câmara.
Segundo o escritório do primeiro-ministro, Papandreou conversou por telefone nesta segunda-feira com a chanceler alemã, Angela Merkel, para informá-la do programa do novo governo, que prevê cumprir todas as obrigações firmadas.
Em troca, a Grécia espera desbloquear o sexto lance do primeiro plano de resgate, de 8 bilhões de euros, assim como receber o segundo pacote de ajuda de 130 bilhões de euros até 2014, e avançar com o pagamento de 50% da dívida a credores privados.