Em 2007, no Pan do Rio de Janeiro, Valéria Kumizaki não teve dúvidas quando saiu da competição com a prata: falou em ir a um baile funk na Cidade Maravilhosa. Quatro anos depois, a carateca foi ao pódio de novo e levou o bronze, mas agora promete uma comemoração com reggaeton mexicano./
“É, aqui tem que ser reggaeton, não é? Ainda não temos nada marcado, mas vamos para uma balada com certeza”, disse Valéria, após ser derrotada pela norte-americana Shannon Nishi na semifinal da categoria até 55kg e ficar com o bronze.
O reggaeton é uma espécie de mistura de reggae com hip hop, muito comum em países centro-americanos. No México, a salsa é mais ouvida nas casas noturnas, mas nada que impeça a vontade de Valéria de fazer festa pelo pódio.
A atleta de Presidente Prudente hoje mora Itajaí, em Santa Catarina, onde treina com o incentivo do governo estadual. Só que mesmo com bons resultados e uma estabilidade no caratê, ela ainda sente falta da possibilidade de disputar uma Olimpíada.
“Nós estamos no circuito olímpico, tentando que o esporte entre nos Jogos. Só que acho que isso não vai pegar a minha geração, talvez a dos meus filhos”, disse Kumizaki, que não descarta até mudar de esporte para tirar o sonho do papel.
“Lá onde eu treino tem taekwondo. Eu penso em mudar para tentar ir às Olimpíadas. Quem sabe? Eu já brinquei umas vezes. Só que é bem difícil, porque já tem meninas muito boas no taekwondo”, completou.