A Justiça Federal de Mato Grosso recebeu uma denúncia contra o diretor-geral da Polícia Civil, Paulo Rubens Vilela, por quebra de segredo de Justiça e prevaricação. Ele é suspeito de favorecer o presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PSD), em inquérito que apurou um suposto crime eleitoral durante as eleições de 2010. A procuradoria também pediu o afastamento dele do cargo de diretor da entidade.

Segundo informações do MPF, o diretor teve acesso a documentos e interceptações telefônicas ao assumir uma investigação de suposto crime eleitoral cometido pelo deputado, então candidato à reeleição, na cidade de Campo Verde. O material foi entregue pelo delegado ao então secretário da Casa Civil e atual secretário extraordinário da Copa, Eder Moraes.

A assessoria de imprensa do delegado informou que ele vai apresentar sua defesa em juízo. A assessoria jurídica do deputado José Riva disse que ele não vai se manifestar sobre o assunto porque não é parte no processo. Já a assessoria de Eder Moraes alegou que costumava ter acesso a esse tipo de informação devido ao cargo que ele ocupava, de chefe da Casa Civil.

O caso
Ainda segundo a denúncia, o assessor do delegado Paulo Vilela foi junto com o assessor do deputado no avião do parlamentar para buscar o documento de investigação em Campo Verde. Após conseguir as cópias do mateiral que continha informações sobre interceptações telefônicas e documentos apreendidos, o delegado as passou para Éder Moraes, quebrando, segundo o MPF, o sigilo funcional.

A denúncia foi protocolada no dia 20 de outubro e foi recebida pela 5ª Vara Federal de Cuiabá na quarta-feira (26).