A possível anulação da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizada no último final de semana, causou ‘revolta’ nas redes sociais e, também, xingamentos por parte de usuários contra ‘nordestinos’. Já que o foco do vazamento foi no estado do Ceará.

O Ministério Público Federal no Ceará, representado pelo procurador da República Oscar Costa Filho, elaborou uma ação judicial pedindo a anulação da decisão do Ministério da Educação (MEC) que determina que os 639 estudantes do Colégio Christus, de Fortaleza, terão suas notas canceladas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O procurador defende ainda que o exame seja cancelado para todos os alunos do País, e não somente para os que supostamente tiveram acesso aos cadernos divulgados pelo colégio cearense. ‘Revoltados’ com a possibilidade, alguns usuários do micro blog Twitter xingaram os nordestinos, defendendo que ‘devido a esse tipo de gente’ a prova não deveria ser cancelada.

Não é a primeira vez que ‘usuários’ praticam xenofobia, (aversão a outras raças e culturas), após o resultado do pleito eleitoral de 2010, que elegeu a presidente Dilma Rouseff (PT), tuíteiros de vários locais do Brasil também xingaram os nordestinos. O comentário que deu início à onda de xenofobia foi da usuária @mayarapetruso, que postou um comentário sobre a vitória de Dilma. A estudante de direito postou a frase:

"Nordestino não é gente, façam um favor a SP, mate um nordestino afogado!". Logo depois, ela apagou os twitts e deletou o perfil na rede social durante a madrugada. Mas os usuários foram mais rápidos e propagaram a mensagem. O sobrenome da estudante também está entre os assuntos mais comentados.

O Ministério da Educação confirmou que 14 questões que estavam em apostila distribuída a alunos do Colégio Christus, de Fortaleza, foram copiadas de dois dos 32 cadernos de pré-teste do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aplicado no ano passado na mesma escola. Essas mesmas questões foram cobradas na prova do Enem ocorrida no último fim de semana. Os candidatos da instituição terão que refazer a prova por determinação do MEC.