O furacão Rina ganhou força sobre o Caribe nesta segunda-feira, afastando-se dos países centro-americanos produtores de café e cana e dirigindo-se para a região turística mexicana em torno de Cancún. Rina, sexto furacão deste ano no Atlântico, deve chegar nas primeiras horas da quinta-feira à península mexicana do Yucatán, depois de atingir Belize, segundo o Centro Nacional de Furacões (CNF) dos Estados Unidos.

Nesta segunda-feira, não havia alertas meteorológicos em vigor nas costas do Yucatán e de Belize, duas regiões turísticas. Meteorologistas do instituto Weather Insight, parte da Thomson Reuters, disseram que a tempestade não tem chance alguma de entrar nas áreas petrolíferas do golfo do México. Outros modelos de longo prazo variam, mas nenhum deles antevê ameaças às instalações energéticas mexicanas.

Rina causou ventos e chuvas fortes na costa de Honduras, maior produtor de café da América Central, mas suas áreas cafeeiras, castigadas por temporais que isolaram as fazendas na semana passada, às vésperas da época da colheita, desta vez foram poupadas. Na tarde desta segunda-feira, o céu estava claro na Guatemala e em El Salvador, dois importantes produtores de café da região.

O café arábica no mercado futuro ICE, dos EUA, teve alta por causa das preocupações com o furacão depois de duas semanas de temporais que mataram cerca de cem pessoas em toda a América Central. "O Rina é um furacão da categoria 1 na escala Saffir-Simpson de ventos. Um fortalecimento adicional é esperado durante as próximas 48 horas, e o Rina tem a previsão de se tornar um grande furacão até a terça-feira à tarde", disse o CNF.

No boletim das 16h (hora de Brasília), o centro do furacão estava localizado cerca de 310 quilômetros a sudoeste da ilha Grand Cayman, com ventos regulares de até 120 quilômetros por hora, deslocando-se para oeste-noroeste a 7 quilômetros por hora.