O senador Renan Calheiros (PMDB) participou, juntamente com o prefeito de Maceió Cícero Almeida (PP) e o secretário de Infraestrutura Mozart Amaral (PMDB), de uma visita as obras da Avenida Márcio Canuto que vai interligar o Barro Duro à Avenida Rotary, na parte alta da capital alagoana.
Na oportunidade, o senador falou sobre a polêmica que envolve os desabrigados das enchentes de 2010 e lamentou a postura do Estado em cobrar 10% do valor dos imóveis. “É inaceitável que os flagelados arquem com essa taxa. Precisamos achar outros caminhos, mas não vamos deixar que eles sejam submetidos a esse absurdo”, frisou.
Ainda segundo ele, nesta terça-feira (25) toda bancada federal irá se reunir - em Brasília - para discutir e achar uma solução diante do impasse. “Acredito que uma saída será desenhada nesse encontro e, logo depois, o governador Teotonio Vilela (PSBD) se reunirá, também, com objetivo de traçar o melhor caminho”, pontuou.
O peemedebista colocou ainda que uma medida provisória e a mudança nas emendas parlamentares podem resolver todo o problema. “No orçamento temos a oportunidade de ofertar ao menos 20 emendas por ano, vamos estudar caso a caso para encontrar a solução. A presidente Dilma Rouseff (PT) já está ciente da dificuldade dos alagoanos”, revelou.
Na última semana, o secretário de Estado de Infraestrutura de Alagoas, Marcos Fireman (PSDB) revelou, durante sessão especial da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), que Vilela não tem condições financeiras de arcar com o custeio do financiamento das casas dos flagelados que aguardam – há mais de um ano – pelas residências em diversos municípios alagoanos.
Em um breve pronunciamento, Fireman cobrou das prefeituras as listas com os dados cadastrais dos desabrigados e destacou a importância da atuação da bancada federal alagoana na resolução do impasse entre o governo de Alagoas e a Caixa Econômica Federal.
“Todos sabem da dificuldade do estado em fechar as contas. Não temos como pagar mais de R$ 150 milhões de financiamento, vamos trabalhar na construção do melhor caminho”, defendeu. Segundo a Caixa, 10% do valor do imóvel serão pago pelos moradores, em prestações que variam entre R$ 50 e R$ 150.

