Após as forças rebeldes anunciarem que o ditador Muammar Gaddafi morreu, o premiê italiano, Silvio Berlusconi, ex-aliado do chefe líbio, disse que é o fim dos conflitos na Líbia. As informações foram veiculadas por agências de notícias e emissoras de TV, mas ainda não há confirmação oficial.

"A guerra acabou", declarou Berlusconi nesta quinta-feira, depois de ficar sabendo das notícias de que ele havia sido capturado e talvez estivesse morto.

"Sic transit gloria mundi" (Assim passa a glória do mundo)", comentou, em latim, durante uma reunião com líderes de seu partido, segundo a imprensa local.

O primeiro-ministro holandês Mark Rutte confirmou a captura, sem dar detalhes.

"Minha assistente acaba de dizer que Gaddafi foi realmente capturado. Isso aconteceu durante nossas negociações", declarou Rutte, que se reuniu, em Moscou, com o presidente russo Dmitri Medvedev. "Fico alegre tenha sido capturado", acrescentou.

Medvedev disse que o destino de Gaddafi deveria ser decidido pelo povo líbio.

"Esperamos que se faça a paz na Líbia e que aqueles que dirigem o Estado possam chegar a um acordo sobre o sistema governamental", disse.

Segundo ele, já em março Gaddafi era apenas um "cadáver político" sem lugar "no mundo civilizado moderno".

A Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) e o governo dos Estados Unidos informaram que ainda não podiam confirmar a informação de que o ditador foi capturado.

Comandantes das forças rebeldes da Líbia afirmaram nesta quinta-feira que Muammar Gaddafi, cuja captura foi reportada mais cedo, não resistiu aos ferimentos e morreu, segundo agências de notícias e emissoras de TV.