Não se sabe até hoje quem são os pais biológicos de Fábio, 34. Pouco tempo após nascer na Maternidade São Paulo, na capital, ele foi levado para a casa de Sidney Pelizon por um médico amigo da família.
A informação é da reportagem de Estêvão Bertoni e Talita Bedinelli publicada na edição deste domingo da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL).
Pelizon, que também é médico, conta que trabalhou durante os anos 1960 na maternidade e teve suas duas filhas lá. Ele e a mulher, a professora de inglês Ecyra, decidiram cuidar do bebê. O amigo morreu sem nunca revelar detalhes do passado do menino.
De Fábio, nascido entre os dias 18 e 20 de dezembro de 1976, nunca foi escondida a adoção. Ele e o médico agora querem saber, além da data exata de nascimento, os nomes dos pais biológicos.
Os dados que a família precisa, porém, estão trancados há pelo menos oito anos num prédio praticamente abandonado e sem luz na rua Frei Caneca, centro de São Paulo.