Na cidade de Boca da Mata/AL, dona Maria de Fátima Conceição Souza, 49, há 21 anos vem enfrentando sérios constrangimentos no mercado (bancos e lojas comerciais) por conta de uma inusitada falha da Receita Federal, que permitiu que outra pessoa, tivesse seu mesmo Cadastro de Pessoa Física (CPF). O curioso é que a outra pessoa tem o mesmo nome completo de Fátima; nasceu no mesmo dia, no mesmo município (só diferente o endereço) e tem o mesmo número no registro do livro do Cartório.
Por conta desta embaralhada situação é que nesses últimos anos, dona Fátima vem lutando na Justiça, a fim de obter junto a Caixa Econômica Federal, a liberação de seus FGTS e PIS. Disse que já perdeu dinheiro em conta poupança e corrente, porque a grana foi desviada para outras pessoas. Cita inclusive como exemplo, seu primeiro salário, quando tinha 18 anos. De lá pra cá, só choro, tristeza, sofrimento e decepção.
O bom de toda essa história é que dona Fátima localizou sua xará, justamente ao tentar abrir uma conta bancária em 1992 no Banco do Brasil, da Rua do Sol, em Maceió/AL. Nesse dia a instituição bancária alegou que Fátima já era cliente. “Foi daí que eu consegui descobrir o fantasma até então existente. Logo em seguida, fui ao Instituto de Identificação, e realmente comprovei que existia uma pessoa com todos os dados completos meus” disse Fátima que posteriormente depois de muita batalha chegou à casa da Xará na cidade de São Miguel dos Campos/AL. Lá fez questão de levá-la até o Posto da Receita Federal (local) onde o funcionário chamado de Oliveira registrou o assunto, e as encaminhou para Maceió, prometendo que o caso seria resolvido num curto espaço de tempo; o que não aconteceu até agora.
Fátima que semanalmente cobra uma posição da Receita Federal e que levou o caso a Justiça por uma série de danos morais, detalha que ao longo desse período já recebeu inúmeras ligações do Comércio; sobretudo cobrando pagamentos atrasados. Cita com destaque a questão de dois ônibus adquiridos em seu nome e uma TV Plasma. “Até os meus filhos começaram a me rejeitar, pensando que essa picaretagem estava partindo de mim. Mas graças a Deus as coisas ficaram transparentes. mas eu não vou perdoar a Receita Federal, por esse constrangimento que até hoje venho enfrentando” disse.
Fátima está convicta que tem gente estranha por trás disso; e que sua xará não apresenta sinais de ser a pessoa que está pintando essas armações. “Ela é semi-analfabeta e vive de uma pensão do marido e tem interesse para que o caso seja resolvido tão logo; caso contrário pode até perder a pensão, conforme já foi advertida pelo banco” revelou acreditando que toda tona desse problema veio surgir, justamente depois que sua xará tirou os documentos quando já estava com seus 22 anos de idade. “Foi justamente desse período para cá que começaram a aparecer essas maracutais”, completou.