O ceticismo entre investidores sobre se os líderes europeus estão fazendo o bastante para resolver a crise de dívida fez as bolsas de valores asiáticas reduzirem ou reverterem os ganhos nesta quarta-feira. O índice MSCI das ações da região Ásia-Pacífico com exceção do Japão subia 0,56%, chegando a avançar 0,9% mais cedo. No dia anterior, o MSCI atingiu a mínima em dois anos.

Dúvidas também cresceram sobre a sustentabilidade do avanço de terça-feira em Wall Street, que aconteceu depois que o presidente do Federal Reserve (FED, banco central americano), Ben Bernanke, prometeu mais estímulos econômicos para a economia dos Estados Unidos se for preciso. "O mercado na Ásia está testando a determinação de Bernanke para conseguir fornecer estímulos", disse Jonathan Barratt, diretor-gerente da Commodity Broking Services. "O que o mercado quer ver é algo definitivo, e está perdendo a fé no que Bernanke pode fazer".

Outro golpe à confiança do investidor foi a Moody's rebaixar em três graus a nota de crédito da Itália, terceira maior ecomomia europeia, dizendo que houve um "aumento material" nos riscos de financiamento para as nações do euro.

Os mercados do Japão e da Coreia do Sul reverteram os ganhos iniciais e fecharam em baixa. Tóquio recuou 0,86%, após abertura em alta de 0,4%, com investidores reduzindo a exposição a risco. O índice de Seul perdeu 2,33%, ampliando os declínios recentes, enquanto o governo local retomava reuniões semanais de gerencimento de crise para tentar conter a fuga de capitais de seus mercados financeiros, que são particularmente vulneráveis por causa da ampla quantia de dívida de curto prazo nos bancos nacionais.

A bolsa de Taiwan caiu 0,83%. Cingapura retrocedeu 0,09% e Sydney fechou com valorização de 1,40%.