A delegada Lucy Fernandes, responsável pelo caso do aluno de 10 anos que atirou na professora e em seguida se matou, em São Caetano do Sul (Grande SP), disse nesta terça-feira que a resposta para o caso foi enterrada com o menino.

Segundo ela, ainda não há uma explicação para a tragédia, ocorrida no último dia 22, mas é possível afirmar que a criança não tinha o perfil de um assassino, e portanto, não planejou o crime.

"Ele não deu nenhuma dica que cometeria o crime. Ele era carinhoso, não tinha um histórico [de violência]. Se tivesse planejado, daria sinais para os pais, se despediria".

Na segunda-feira (3), a delegada ouviu a professora Rosileide Queiroz de Oliveira, 38 --que foi ferida pelo aluno-- e mais quatro colegas de classe do garoto.

Lucy disse que os alunos deram diferentes versões para o crime. Três deles afirmaram que o estudante mostrou a arma --um revólver calibre 38-- antes do intervalo. Um chegou a dizer que ouviu o jovem afirmar que atiraria na professora.

Já o depoimento da professora, de acordo com a delegada, pouco acrescentou às investigações. Segundo a delegada, Rosileide disse que o estudante era tranquilo e que ficou chocada ao saber que o disparou partiu dele.

Outros quatro estudantes serão ouvidos até sexta-feira (7), data em que o IC (Instituto de Criminalística) e o IML (Instituo Médico Legal) deverão enviar os laudos sobre o caso.

Segundo a delegada, com o depoimento dos demais estudantes e a chegada dos laudos, será possível esgotar todas as possibilidades sobre a motivação do crime.

Para Lucy, a expectativa é que o inquérito seja encaminhado à Justiça na próxima semana.f