Com o objetivo de reprimir o tráfico de drogas, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público do Rio de Janeiro, com o auxílio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), deflagrou a Operação Garimpo, nesta quarta-feira, em Paracambi, na Baixada Fluminense. Foram mobilizados 103 agentes que, até a manhã de hoje, cumpriram 12 mandados de prisão temporária - de um total de 13 - e 34 mandados de busca e apreensão em residências de pessoas envolvidas com o tráfico de drogas no município.
Durante sete meses, a polícia investigou a atividade das quadrilhas. Através do monitoramento telefônico, autorizado pelo Juízo de Paracambi e implementado pela Superintendência Geral de Inteligência do Sistema Penitenciário (Sispen), foi possível identificar os integrantes e a tarefa de cada um deles dentro das quadrilhas. A operação contou também com a participação da Companhia de Cães da Polícia Militar, que utilizou os animais para rastrear e localizar esconderijos de drogas.
"Esta ação é a continuação da Operação Anzol, deflagrada no ano passado na comarca e que resultou na prisão de 11 pessoas. A partir da análise detalhada daquelas ligações telefônicas, obtivemos informações que permitiram que fosse iniciada a presente investigação, hoje encerrada de forma exitosa com as prisões desses traficantes de drogas", afirmou o promotor de Justiça Bruno Gangoni, membro do Gaeco.
O promotor ressaltou que a participação da população e da 3ª Companhia do 24º BPM, de Queimados, que colaboraram com informações sobre os investigados. Moradores de Paracambi colaboraram fornecendo informações relevantes através do Disque-Denúncia e da Ouvidoria do Ministério Público (127).
O material apreendido nas buscas e apreensões será analisado pelo MPRJ, que poderá oferecer denúncia contra os supostos traficantes.