O pior incêndio que atingiu o Parque Estadual da Serra do Rola Moça, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi controlado na noite desta quarta-feira (28), após seis dias de destruição, segundo informações do Corpo de Bombeiros. Ainda de acordo com a corporação, profissionais devem voltar à área de preservação nesta quinta-feira (29) para realizar o rescaldo do incêndio.

Durante esta quarta-feira (28), três frentes de combate, com 106 militares e 50 brigadistas, atuaram no combate às labaredas. A prioridade era evitar que as nascentes que abastecem a Grande BH fossem atingidas pelo fogo.

As chamas não destruíram nenhuma área de manancial da serra, de acordo com os bombeiros. A corporação ainda não tem dados sobre a extensão da área devastada pelo incêndio.

Dois helicópteros que pertencem ao Instituto Estadual de Florestas (IEF) e ao Corpo de Bombeiros e duas aeronaves foram usadas.A recuperação da área afetada, estimada em mais de 80% do parque, segundo o gerente do parque Marcus Vinicius de Freitas, preocupa ambientalistas.

Segundo o biólogo Francisco Mourão, a qualidade e a quantidade da água estão comprometidas. Além disso, o impacto também é significativo para os animais que habitam a região. A regeneração da vegetação ocorre naturalmente, mas pode levar cerca de 20 anos, segundo o biólogo.

Nesta terça-feira (27), o governo do estado determinou a contratação, em caráter emergencial, de mais aeronaves para ajudar no combate aos incêndios que atingem várias regiões de Minas Gerais.

A decisão foi tomada em uma reunião entre o governador Antonio Anastasia, o secretário de Estado de Meio Ambiente, Adriano Magalhães, e comandantes do Corpo de Bombeiros. O governador também determinou a continuidade da mobilização dos bombeiros e das polícias Civil e Militar, que estão combatendo os focos de queimadas com o apoio de brigadistas voluntários.