Na manhã desta quarta-feira, o CEO da Amazon, Jeff Bezos, anunciou o tablet Kindle Touch, anteriormente chamado de Fire pela mídia, de 7 poelgadas em uma conferência de imprensa realizada em Nova York. O lançamento que já havia sido descoberto pelos especialistas do setor custará apenas US$ 99 e US$ 149 a versão com 3G livre, mais barato do muitos já esperavam e do que o site Bloomberg havia noticiado, US$ 199. Com os lançamentos, a versão mais básica do Kindle da Amazon passa a custar US$ 79. As informações são do TechCrunch, Gizmodo e Engadget.

Em seu anúncio, Jeff Buzos, lembrou que muitos disseram que o Kindle, quando este foi lançado, fracassaria. "E fracassou terrivelmente", disse ele. Para o sucesso do dispositivo, a Amazon teve que criar demanda não apenas para o seu e-reader, mas também para o conteúdo encontrado nele. Um dos segredos da popularidade alcançada pelo Kindle, acredita ele, deve-se ao fato de ser um tablet amigável, e do número surpreendente de títulos disponíveis para a leitura, mais de um milhão.

A tela do Kindle Touch é similar a do Nook e do Kobo, ou seja, baseada na tecnologia IR (infravermelho), em inglês IR touch system. Sem teclado, o dispositivo é menor e mais luminoso do que a geração anterior. No que diz respeito ao design, ele se parece bastante com os anteriores, além de que tem uma cor prateada.

De acordo com Bezos, seu funcionamento é a partir de um sistema "Easy Reach", funciona a partir dos movimentos, "tapas", na tela, como a maioria dos tablets.

Outra novidade é o recurso chamado X-Ray, que mostra ao usuário uma janela, em pop-up, de um artigo do Wikipédia sobre um assunto que aparece no texto que o usuário está lendo.

A bateria também promete ser um atrativo da nova geração de Kindles, segundo o CEO da Amazon. O Kindle Touch será vendido por US$ 99, mas a versão com 3G custará US$ 149 e vai funcionar em 10 países de acordo com Jeff Bezos.

Com esses dois anúncios, uma terceira versão do Kindle, mais básico, sem ser Touch e com botões está sendo lançado. Similar a versão que está no mercado, mas sem teclado e com botões, esse novo Kindle, básico, será vendido por US$ 79.

Com sete polegadas, tal qual o PlayBook, da BlackBerry (RIM), o Kindle Touch vem para concorrer com os demais tablets através do preço, inclusive com o iPad. Seu sistema operacional seria construído a partir do Android, mas aparentemente sem ajuda do Google e deve funcionar a partir dos serviços de computação em nuvem (cloud computing) que a Amazon já oferece aos seus usuários segundo o TechCrunch.

Pistas anteriores
Duas pistas já haviam confirmado não-oficialmente, na manhã desta quarta-feira, o lançamento do Kindle Touch, tablet da Amazon anunciado algumas horas depois. Um vídeo postado no canal do Kindle no YouTube e a URL amazon.com/kindlefire indicavam o nome do novo concorrente do iPad que está chegando ao mercado, segundo o TechCrunch.

A URL chamou a atenção porque redirecionava o usuário para a loja do Kindle. Isso poderia parecer comum, mas o que normalmente acontece quando se tentar digitar qualquer nome após o endereço amazon.com é que o site aponta para uma página de erro. É o que ocorre quando se tenta acessar amazon.com/kindlewave, nome registrado pela norte-americana em agosto, e isso não acontecia com amazon.com/kindlefire.

Some-se a isso o fato de que o site Domain Name Wire noticiou que o nome kindlefire.com foi comprado pela empresa de seu dono original - o que levava a crer, de mesmo modo, que o tablet seria anunciado na quarta-feira.

O vídeo, que já foi tirado do ar, apareceu no YouTube como um suposto "engano", uma vez que no tablet da Amazon não aparecia em lugar nenhum. Mas o título da filmagem, NYC Test, poderia indicar que fora postado para testar (test, em inglês) alguma publicação feita a partir de Nova York (NYC, na sigla original), local da coletiva de imprensa.

Além disso, havia cenas de fogo - tidas como indício de que o nome do "primo" do Kindle seria mesmo Fire (fogo, em inglês) - e astros de cinema. O filme não é novo, foi feito por uma fabricante de câmeras para demonstrar um equipamento de altíssima resolução (4.096 px por 2.304 px, muito mais do que o HD comum) e usado pela Research in Motion no lançamento do BlackBerry Playbook, o tablet da canadense, para ilustrar a performance de vídeo do aparelho.