Os bondes de Santa Teresa vão levar no mínimo um ano para voltar a funcionar, segundo levantamento preliminar feito pelo Detro (Departamento de Transporte Rodoviário), que pretende investir R$ 31 milhões na recuperação de todo o sistema.
O levantamento foi feito a pedido do governador Sérgio Cabral, que designou o presidente do órgão, Rogério Onofre, como interventor após o acidente que causou a morte de seis pessoas e deixou dezenas de feridos no último dia 27.
Os 13 bondes serão recuperados. O projeto incluiu também a construção de uma nova subestação de energia, uma vez que, pelas atuais condições, é possível manter apenas três bondes em circulação.
Além disso, o modelo de trilhos será substituído por um trilho único, menos vulnerável às trepidações causadas pelo tráfego de carros e ônibus.
O levantamento ainda é preliminar. Na quinta-feira (16), Onofre esteve reunido com o governador Sérgio Cabral, que pediu urgência na entrega do relatório.
Cabral também anunciou que pretende firmar um acordo com a empresa Carris de Portugal, que administra o transporte de bondes no país. O objetivo é aplicar o conhecimento técnico português na revitalização dos bondinhos de Santa Teresa.
Na última sexta-feira, o procurador geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Claudio Lopes, convocou o secretário de Transportes, Júlio Lopes, para prestar esclarecimentos dentro do processo de investigação instaurado para apurar as responsabilidades sobre o acidente.
No dia 27 de agosto, um acidente com um bonde matou seis pessoas, feriu mais de 50 e expôs a precariedade do sistema de bondes.
O governador também nomeou um novo presidente para a Central Logística, empresa estatal que administra os bondes. Eduardo Macedo, que atualmente é diretor do Serviço Autônomo de Água e Esgotos de Três Rios, no sul do Estado, vai assumir o cargo.