As forças líbias rebeldes entraram em Sirte, cidade natal do ditador foragido da Líbia, Muammar Gaddafi, e tomaram o controle de uma área residencial situada no oeste da localidade. A informação foi confirmada às agências de notícias por insurgentes e também foi transmitida pelas redes de TV Al Jazeera e pela Al Arabiya.
O membro da Aliança 17 de Fevereiro de Misrata, Mohammed Obeid, confirmou à agência EFE por telefone que a invasão aconteceu nos flancos oeste e sudoeste da cidade, onde ainda resistem brigadas fiéis ao antigo regime.
- Os combatentes “gaddafistas” se retiraram rumo ao leste da cidade onde estão oferecendo uma dura resistência.
Os rebeldes, que agora também são chamados de “forças revolucionárias”, comandam o governo provisório ao lado do Conselho Nacional de Transição (CNT), órgão oficial que os representa.
Ali Gliwan, outro porta-voz das forças anti-Gaddafi, disse à agência Associated Press que os rebeldes encontraram resistência na cidade e foram recebidos por mísseis.
Além de Sirte, outras três cidades ainda estão sob o domínio das forças leais a Gaddafi. Uma delas é Bani Walid, 150 km ao sudeste de Trípoli, onde combates ocorrem desde o sábado. Os outros focos de resistência do antigo regime são Sebha, 750 km ao sul da capital, e a cidade de Jufrah, entre Sebha e Sirte.
A invasão de Sirte coincide com a visita ao país do presidente francês, Nicolas Sarkozy, e do primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, que se reuniram hoje com o presidente do Conselho Nacional de Transição (CNT), Mustafa Abdel Jalil, e com o chefe do Executivo, Mahmoud Jibril.
As autoridades rebeldes tinham tentado várias iniciativas para conseguir uma rendição negociada da cidade. No entanto, apesar da trégua imposta unilateralmente pelo CNT, os contatos fracassaram.