A Apple retirou de sua App Store francesa um aplicativo que classifica personalidades da música, cinema e política em função de serem ou não judias. O aplicativo gerou polêmica junto à ONG SOS Racisme, considerou que o aplicativo vai contra o artigo 226-19 do Código Penal francês, que proíbe criar ou manter listagens na internet que classifiquem as pessoas em função de sua opção religiosa.

A legislação francesa contempla uma pena máxima de cinco anos de prisão e 300 mil euros de multa em caso de descumprimento. Por outro lado, o criador da aplicação, que declara ser judeu, afirma que não se trata de um programa antissemita, pelo contrário. Em declarações ao jornal France Soir, Levy explicou que "o objetivo é fornecer aos judeus um sentimento de orgulho ao verem que personalidades compartilham de sua religião".

A ONG ameaçou denunciar o criador do software à Justiça, e afirmou que poderia fazer o mesmo com a Apple, que aprova as aplicações antes de incluí-las em sua loja virtual, se não tirasse o programa da loja online. Apesar de ter sido retirado da App Store francesa, o aplicativo continua disponível em outros países.