A cúpula da segurança pública de Alagoas concedeu, na tarde desta segunda-feira (12), uma entrevista coletiva no Maceió Mar Hotel para dar detalhes da prisão da prefeita de Anadia, Sânia Tereza (PT), do seu esposo, Alessander Ferreira Leal, e do policial militar Cláudio Magalhães da Silva, primo e segurança da prefeita. O secretário de Defesa Social, coronel Dário César, o delegado-geral da Polícia Civil, Marcílio Barenco e o comandante da Polícia Militar, Luciano Silva, explicaram que Sânia e o marido são acusados da autoria intelectual do assassinato do médico e vereador Luiz Ferreira (PPS), enquanto o militar seria o autor dos 13 disparos contra a vítima.
O vereador foi morto no último dia 03 de setembro, na divisa entre Maribondo e Anadia, e havia acabado de sair de uma rádio onde revelou que seria candidato a prefeito de Anadia. Dário Cesar afirmou que a Polícia alagoana está apresentando resultados à sociedade e que o governador Teotônio Vilela havia pedido celeridade nas investigações.
“Contamos com o apoio do Gecoc, da 17ª Vara Criminal, e do Tribunal de Justiça. A violência no Estado existe e parece ser algo cultural. As pessoas insistem em resolver suas divergências à bala”, destacou o secretário, lembrando que outros crimes de repercussão foram solucionados, a exemplo da morte do secretário de cultura São Brás e do caso da doméstica Maria do Carmo, esquartejada no Conjunto Carminha.
Barenco informou que os mandados de prisão foram expedidos à meia-noite e que às 4h da manhã os agentes da PC já estavam no município para cumpri-los. Os delegados Kelman Vieira, Ana Luiza Nogueira e Maurício Henrique vinham acompanhando o caso.
"O crime foi cometido devido à política, mas nenhuma linha de investigação foi descartada. Inicialmente, os três acusados ficarão em prisão cautelar por 30 dias. A prisão foi baseada em provas cabais", disse. O delegado-geral afirmou que não podia dar mais detalhes das investigações, que correm em segredo de justiça. Outra pessoa pode ter participado da execução.
Operação
Segundo um dos delegados da PC, considerando os elementos demonstrados na representação, a medida autorizativa foi dada pela Presidência do Tribunal de Justiça. Assim, foi deferida a Prisão Temporária da Chefe do Poder Executivo Municipal por 30 dias e, Busca e Apreensão Domiciliar em cinco locais, inclusive na residência da própria prefeita, e ainda na sede da Prefeitura Municipal de Anadia, diante da necessidade de apuração de supostos ilícitos perpetrados em face do erário municipal, além do crime contra vida, tudo após manifestação favorável da Procuradoria Geral de Justiça.
Por determinação do Delegado Geral da Policia Civil, conforme prevê a Lei, as investigações correrão em segredo de justiça, sem revelação das provas já colhidas até o término das investigações policiais, instrução processual e esclarecimento de todos os fatos, com encaminhamento de todas as peças informativas ao Ministério Publico e ao Poder Judiciário.
“Por determinação do governador do Estado, tais medidas cautelares ora tomadas, por esforços comuns do Poder Judiciário, Ministério Publico e Poder Executivo, servirão de caráter pedagógico-preventivo sempre que qualquer pessoa ouse atacar a estabilidade das instituições democráticas de lidima representação popular e ordem do Estado, nesse caso em especial, da vereança local e poder executivo municipal, em detrimento da comunidade do Município de Anadia”, afirmou o Delegado Geral Marcílio Barenco.
Para o cumprimento das medidas cautelares, participam diretamente da Operação Policial o Delegado-Geral Adjunto da Polícia Civil, Mario Jorge Marinho, os Diretores da DEIC, Delegado Paulo Cerqueira; da DPJA1, Delegado Kelmann Vieira; DPJA2, Delegado Mauricio Henrique Duarte, a Delegada da SERB, Ana Luiza Nogueira; o Delegado da Antissequestro Francisco Amorim, o Delegado Marcos Lins, da DRFVC, e mais 50 policiais civis.
Com Assessoria
