Dez anos após os atentados do 11/9, os Estados Unidos fazem uma cerimônia neste domingo (11) para lembrar as cerca de 3.000 vítimas dos ataques às Torres Gêmeas do World Trade Center. O presidente Barack Obama está na cerimônia ao lado do ex-presidente George W. Bush. Em rápido discurso, Obama lembrou o sofrimento das vítimas e citou Deus diversas vezes.

"Deus é o nosso refúgio e a nossa força. Não vamos ter medo", disse o presidente. "Mesmo que as águas sejam turbulentas, que hajam tremores, existe um rio que nos levará a cidade de Deus, ao lugar sagrado, Deus está lá, e isso nunca será removido. A nação sentiu ira, a terra derreteu, Deus está conosco, sabemos que o trabalho de Deus, sabemos que houve guerras, que há guerras, e sabemos que ainda sim Deus será sempre exaltado entre as nações", afirmou.

Apesar das citações de Obama, a proposta dos EUA era retirar o caráter religioso do evento --eventos religiosos, inclusive, foram retirados das comemorações.

Como acontece anualmente nesta data, quatro minutos de silêncio marcam os momentos nos quais os dois aviões atingiram as torres e quando as duas desabaram: às 8h46, 9h03, 9h59 e 10h28, respectivamente. O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, fez um pequeno discurso antes de anunciar o primeiro momento de silêncio.

Após o segundo minuto, Bush citou, em discurso, uma carta enviada pelo ex-presidente norte-americano Abraham Lincoln a uma mãe que perdeu cinco filhos na Guerra de Secessão (1861-1865). "Qualquer palavra pode ser fraca para falar sobre uma dor tão profunda, mas digo, como consolo, que eles morreram por uma República. Por esta razão, eu peço a Deus que reduza a sua dor."

Os nomes de todos os 2.983 mortos nos atentados são lidos por familiares das vítimas, que se revezam na leitura. Depois de encerrada a cerimônia, as famílias poderão pela primeira vez visitar o Memorial do 11 de Setembro, construído no Marco Zero, que será aberto ao público a partir de segunda-feira (12). Construído no lugar exato onde estavam as Torres Gêmeas, o memorial traz o nome de cada vítima inscrito em seu entorno.

Irã reafirma que 11/9 foi teatro americano

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, insistiu neste domingo em sua teoria de que os atentados de 11 de setembro de 2011 a Washington e Nova York foi um jogo orquestrado para influenciar à opinião pública e criar um pretexto à invasão da região islâmica e ocupar Iraque e Afeganistão.

"O regime da arrogância vende armas para outros países e com isto procura fomentar a guerra e derramar sangue para poder desta maneira vender mais armas", acrescentou o presidente na televisão estatal iraniana.

Em 25 de junho passado, o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, declarou que os atentados de 11 de setembro de 2011 a Washington e Nova York fazem parte de uma conspiração para proteger os interesses dos Estados Unidos e de Israel.

Ahmadinejad reiterou que "essa verdade" sairia à luz se fosse aberta uma investigação séria e independente.

"Alguns acham que o motivo após os ataques do 11-9 foi garantir a segurança de Israel, fomentar a insegurança no Oriente Médio, desviar a atenção da opinião pública dos EUA pela caótica situação econômica e encher os bolsos dos beligerantes e incivilizados capitalistas", afirmo o líder iraniano.

"Dois anos depois do ataque que serviu de desculpa para invadir dois países, matar, ferir e deslocar milhões de pessoas, o Governo americano, pressionado pela opinião pública, ordenou que um grupo investigasse o assunto. Mas a verdade foi escondida dos americanos e do resto do mundo", acrescentou.