A Justiça de Rio de Janeiro vai ouvir a defesa de 34 policiais militares réus em processos conduzidos pela juíza Patrícia Acioli, assassinada há um mês, antes de decidir sobre o afastamento pedido nesta quinta-feira (8) pelo Ministério Público.
O prazo dado pelo juiz Fábio Uchôa, que assumiu a 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, aos advogados e defensores públicos dos agentes é de três dias. O magistrado tomou a decisão com base no novo Código de Processo Penal, que dá essa possibilidade caso a medida não seja urgente.
O Ministério Público pediu nesta quinta-feira o afastamento das funções públicas, a retirada das armas e das carteiras de policial de 34 PMs réus em processo antes conduzidos por Acioli. De acordo com a Promotoria, a solicitação tem como objetivo afastar os acusados da função policial, e não tem relação com as investigações sobre o assassinato.
Os promotores da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, onde atuava a magistrada, reiteraram também o pedido de prisão preventiva de 28 desses 34 policiais. São solicitações que já haviam sido feitas, mas que não houve apreciação da Justiça. Nesses casos, é pedida a medida cautelar como segunda opção.
A participação de policiais militares no assassinato da juíza está sendo investigada.
Após o assassinato de Acioli, a PM decidiu que iria transferir do 7º Batalhão (São Gonçalo) todos os 91 PMs réus em processos conduzidos por ela. Mas, de acordo com o promotor Paulo Roberto Mello Cunha Junior, "o simples afastamento operacional, das ruas, não é suficiente".