Mais de 200 xiitas do Bahrein, presos durante manifestações pró-democracia entre fevereiro e março no reino regido por um monarca sunita, entraram em greve de fome, afirmou nesta segunda-feira um militante dos Direitos Humanos.
Doze médicos aprisionados pela repressão durante as manifestações começaram a greve há uma semana, disse Nabil Rajab, diretor do Centro pelos Direitos Humanos do Bahein. O número de grevistas passou de 200 e alguns dos 12 médicos precisaram ser hospitalizados, segundo ele. Estas informações não puderam ser checadas com outras fontes independentes.
Os 12 fazem parte de um grupo de 24 médicos e 23 enfermeiras do Hospital Central de Salmaniya acusados de incitarem a revolta contra o regime da família real Al-Khalifa. Os outros foram libertados sob fiança e seus processos serão reiniciados na quarta-feira.
Abdelhadi al-Khawaja e um membro do grupo xiita Haq Abdeljalil al-Singace "entraram em greve de fome em solidariedade aos detentos da prisão de Dry Dock", no leste do Bahrein, afirmou no sábado Zainab al-Khawaja, filha do militante.
O Bahrein, pequeno reino árabe governado por uma dinastia sunita, registrou em meados de fevereiro manifestações sem precedentes por reformas políticas, organizadas principalmente pelos xiitas majoritários. A repressão deixou 24 mortos durante as manifestações e mais quatro manifestantes morreram na prisão, segundo Manama.