O julgamento do ex-presidente do Egito Hosni Mubarak foi retomado nesta segunda-feira, desta vez a portas fechadas e sem transmissão ao vivo pela imprensa. Como das outras vezes, do lado de fora do tribunal, manifestantes, que pedem a condenação dos réus, e policiais se confrontam. As informações são da rede CNN.

Os confrontos começaram quando familiares de pessoas mortas no levante de 18 dias ocorrido em fevereiro - que trouxe fim ao reinado de 30 anos de Mubarak - se dirigiram ao local do julgamento, tentando ultrapassar o bloqueio da polícia. Esta acabou usando cassetetes e foi atingida por pedras e grades.

Mubarak, que novamente compareceu de maca ao tribunal, é acusado de ordenar o assassinato de manifestantes na tentativa de reprimir o levante que durou 18 dias em fevereiro e que trouxe fim ao seu reinado de 30 anos. Ele enfrenta uma possível pena de morte, se for condenado.

Segundo a agência oficial egípcia Mena, o helicóptero que transportava o ex-governante aterrissou na Academia da Polícia, na capital do país, procedente do Centro Médico Internacional, onde Mubarak está internado, na estrada entre Cairo e Ismailia.

O processo contra Mubarak entra nesta segunda-feira em uma nova fase, com o início dos depoimentos de testemunhas para determinar a responsabilidade do ex-presidente nas mortes de manifestantes durante a revolta que acabou com seu regime no início do ano.

O objetivo do comparecimento das testemunhas é determinar se a ordem de abrir fogo contra os manifestantes durante os eventos de janeiro e fevereiro, que resultaram na renúncia de Mubarak, foi dada ou não pelo ex-homem forte do regime.

A repressão da revolta social provocou 850 mortes, segundo os números oficiais. Se for considerado culpado, Mubarak pode ser condenado à pena de morte.