Ladrões arrombaram uma banca de jornais e revistas na esquina da avenida Praia de Belas com a rua Barbedo, no bairro Menino Deus, na região centro-sul de Porto Alegre, na madrugada desta sexta-feira. Entretanto, a banca era equipada com um alarme antifurto, que disparou quando a cortina de segurança foi rompida. O som atraiu a atenção de cães de prédios vizinhos, que, com latidos insistentes, afugentaram os suspeitos, que saíram sem levar nada. Segundo o Sindicato dos Vendedores de Jornais e Revistas do Rio Grande do Sul (Sinjor-RS), 20 bancas da capital foram alvo de ações semelhantes nos últimos 30 dias.
"Fazia muitos anos que não acontecia isso. Em agosto houve essa nova onda. A maioria das bancas fica no bairro Petrópolis, onde, eu uma noite só, roubaram umas 10 ou 12 bancas. No Menino Deus, na Cavalhada e na Azenha também houve", afirmou o presidente do Sinjor, Ernesto Pereira da Silva. De acordo com Ernesto, o interesse dos ladrões não está nos jornais e nas revistas. "Eles levam cigarros, cartões de celulares, refrigerantes, que são vendidos nas bancas. Se eles roubam, é porque tem gente que compra", disse.
Segundo o presidente do Sinjor, a categoria ainda não definiu que medidas pretende tomar para reforçar a segurança nas bancas da capital. Ernesto criticou ainda a atuação da Polícia Militar. "Brigadiano (policial militar) só existe na Smic (Secretaria Municipal da Produção, Indústria e Comércio), para ir junto dos fiscais para correr os camelôs. Aí eles estão de prontidão, mas pra segurança eles não existem", afirmou.
"Nós agora estamos tentando negociar com os fornecedores das revistas e dos jornais, para diminuir os prejuízos de quem teve o material roubado. Alguns pretendem contratar uma empresa de segurança para fazer uma ronda 24 horas nas bancas", disse o presidente do Sinjor.