O procurador-geral de Justiça, Cláudio Soares Lopes, anunciou na quinta-feira que os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) pedirão, na próxima semana, o afastamento cautelar de 35 policiais militares de São Gonçalo, na região metropolitana do Rio de Janeiro. A proposta do Ministério Público é que os PMs que respondem a processos por auto de resistência (registros de mortes em supostos confrontos com a polícia) na 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, onde a juíza Patrícia Acioli trabalhava, fiquem sem função até o término da ação. As informações são do jornal O Globo.

"O Ministério Público vê esta ação como uma resposta para a sociedade de que os crimes em São Gonçalo não ficarão impunes", disse o procurador-geral. "De alguma maneira, queremos mostrar que, ao matar a juíza Patrícia Acioli, os bandidos continuarão a ter um tratamento rigoroso da Justiça. A resposta será dura do mesmo jeito. O que prevalece é a lei e a ordem." Ontem, promotores e o corregedor da PM, coronel Ronaldo Menezes, decidiram fazer uma lista mais criteriosa dos PMs. Além da saída deles das ruas, os promotores do Gaeco vão requerer que eles fiquem sem arma e carteira funcional, uma vez que vão ficar lotados na Diretoria Geral de Pessoal da PM.