O empresário German Enfromovich – em entrevista coletiva à imprensa, ao lado do governador de Alagoas, Teotonio Vilela Filho (PSDB) e do secretário de Planejamento Desenvolvimento Econômico, Luiz Otávio Gomes – reafirmou, mais uma vez, a certeza de que o estaleiro do grupo EISA será implantado em Coruripe, na mesma área para a qual já era previsto.

De acordo com Enfromovich, se tentou cortar caminhos – conseguindo a licença ambiental com o Instituto do Meio Ambiente (IMA) – mas não foi possível, já que a prerrogativa é do Ibama. O empresário salientou que há uma lista de critérios exigidos pelo Ibama que estão sendo resolvidos passo a passo. Sem estimar data, destacou que a licença ambiental pode ainda ser expedida no final do ano, mas especificamente no mês de dezembro.

“Se tudo der certo, quando chegar dezembro não estaremos comemorando apenas o Natal, mas a chegada do Estaleiro”, destacou o empresário. Segundo ele, o empreendimento – quando estiver em pleno funcionamento – vai gerar mais de 10 mil empregos diretos e outros 70 mil indiretos.

“É toda uma cadeira produtiva que será gerada, pois vamos fazer questão de incentivar os fornecedores locais para consumir o que for necessário para o Estaleiro, como refeições, ferramentas. Há toda uma preocupação com o desenvolvimento destas regiões”, salientou ainda Enfromovich, durante a entrevista coletiva. De acordo com ele, a demora para o início das obras se dá em função da burocracia.

“Para se ter ideia, uma das exigências era coleta de amostras no mar durante a quatro estações do ano. Ora, não há atalho para isto. Mas já fizemos quase tudo e será entregue ao Ibama. Como o processo já está em andamento, não iremos para o fim da fila. O estaleiro é uma realidade”, colocou ainda. Segundo ele, depois de emitida a licença ambiental, o empreendimento deve ficar pronto em três anos.

Se tudo ocorrer como o previsto e a licença ambiental se for concedida no final deste ano, o estaleiro deve entrar em funcionamento somente em 2014, no fim da segunda gestão do governador Teotônio Vilela Filho (PSDB), que anunciou o estaleiro ainda no seu primeiro mandato e o teve como um “carro chefe” da campanha eleitoral.

O governador também afirmou que o estaleiro é uma realidade. Ele destacou que é um reflexo do fato de Alagoas ter recuperado a credibilidade e atração de investimentos após “30 anos de estagnação”. “Agora, Alagoas tem rumo e está se desenvolvendo. O estaleiro é uma realidade e vai modificar a realidade econômica do Estado, com a geração de milhares de empregos. Hoje, Alagoas é um Estado que cresce. Temos 150 obras em andamento. 36 mil casas sendo construídas ao mesmo tempo, investidores chegando”, colocou ainda o governador.

Investimentos

Segundo Vilela, a vinda de German Enfromovich ao Estado de Alagoas não se deve apenas ao estaleiro, o maior investimento do empresário na Terra dos Marechais, mas sim a uma série de planos que este possui. Vilela ressaltou o fato do grupo explora – por meio da Petrosynergy – Petróleo em Alagoas e ainda tem o interesse na construção de um hotel luxuoso, além de trazer a empresa de viação Vianca – que atua na Bolívia – para realizar voos no Nordeste, o que inclui o Estado.

Enfromovich destaca que por conta dos planos em relação ao Estado, vai ficar vindo sempre em Alagoas, não se tratando mais de “apenas uma surpresa”. “Estamos namorando ainda em relação à construção de um hotel, mas eu tenho certeza que este namoro vai resultar em casamento e lua de mel”, salientou ainda o empresário.

Entraves políticos

Vilela ainda comentou os entraves para o atraso do estaleiro. De acordo com o governador, é difícil saber o que acontece nos bastidores, “já que estes são invisíveis”. O chefe do Executivo evitou retomar o discurso dos “maus alagoanos que atrapalharam a vinda do empreendimento”, como foi usado durante campanha. Teotonio Vilela Filho salientou apenas que – desta vez – tem a certeza absoluta que o Ibama não vai sofrer ingerências.

Enfromovich, por sua vez, disse que não discute a respeito dos entraves políticos. “Até mesmo dizer que o estaleiro não viria, ou plantar este tipo de fofoca ou informação era uma pura maldade. Ninguém investe o que estamos investindo se não houver o interesse da concretização da obra. Não há neste momento, nenhum motivo, nenhuma mudança de cenário econômico, ou indicativo que nos faça desistir da implantação do estaleiro em Alagoas”, finalizou o empresário.