Em posse do parecer da Procuradoria da Câmara de Maceió, o vereador e presidente da Mesa Diretora Galba Novaes de Castro (PRB), assegurou, na sessão ordinária desta quarta-feira (31) a lisura do processo de votação do projeto sobre a alteração de emenda à Lei Orgânica que referente ao número de vereadores na Casa.

Segundo ele, a anulação se dará por questões regimentais e não por uma suposta fraude que teria sido realizada pelos parlamentares durante o processo votação e aprovação, em primeira discussão, do projeto.

“A Câmara, hoje, tem uma Comissão de Ética e uma Ouvidoria. Tenho todas as imagens da TV Câmara que comprova o que estou dizendo e quem fez isso. Garanto que não houve fraude. Ressalto que houve total lisura no processo. O que houve, foi que uma pessoa disse uma coisa, declarou uma postura, e adotou outra. A lisura não se contesta. A fraude não existiu. O que existiu foi a mentira desvairada e a falta de decoro e ética", garantiu Novaes.

Ainda segundo o presidente, quem se posicionou de forma contrária a mostrada publicamente, deve responder por seus atos. "Quem fez isso mentiu e quem fez será punido. Não sei como essa pessoa dorme com o seu marido de consciência tranqüila toda as noites”, esbravejou o presidente, declarando que durante toda vida pública nunca foi traíra ou sacana com alguém. O ato da Mesa Diretora, de acordo com Novaes, será publicado na edição de amanhã do Diário Oficial do município.

Ainda na sessão desta quarta, o vereador Marcelo Malta (PCdoB) refutou com veemência a informação de fraude na votação que definiu pelo aumento do número de vereadores. "Não houve fraude no processo. O que aconteceu é que criaram um factóide para a população", declarou Malta.

O que chamou atenção, após a votação, foi o resultado do conjunto contrário ao projeto. Antes da respectiva sessão, em entrevista ao Portal CadaMinuto, oito vereadores se mostraram contrários à iniciativa e prometeram levar o posicionamento até a votação. No entanto, dois parlamentares desse grupo não se portaram como prometido e deixaram os presentes na sessão surpresos.

Os vereadores, que, na teoria, prometeram ser contrários foram: Oscar de Mello (PP), Silvana Barbosa (PT do B), Silvo Camelo (PV), Teresa Nelma (PSB), João Luiz (DEM), Galba Novaes (PRB), Fátima Santiago (PP) e Heloísa Helena (Psol). Com o resultado, foi questionado, também, uma possível fraude na condução dos trabalhos.

* Com informações do Sesão Pública