Um adolescente morreu e várias pessoas ficaram feridas nos distúrbios ocorridos nesta madrugada em Santiago, após a greve de dois dias convocada pela central sindical chilena, informaram nesta sexta-feira fontes da Polícia.
A violência marcou a greve de dois dias convocada pela Central Unitária de Trabalhadores (CUT) e outras 80 organizações, que trazia como reivindicações desde reformas na Constituição até um aumento de impostos para as empresas, um fundo de pensão estatal e mais recursos para Saúde e Educação.
A vítima foi identificada como Manuel Gutiérrez Reinoso, 14 anos, que foi baleado no peito quando se encontrava em uma passarela no município de Macul, na região metropolitana de Santiago.
O adolescente morreu enquanto recebia os primeiros socorros em um centro médico, e seus familiares e amigos garantiram aos jornalistas que o disparo foi feito por um grupo de carabineros que enfrentavam manifestantes nas imediações.
A polícia anunciou a abertura de uma investigação interna, enquanto o advogado Washington Lizana anunciou que abrirá um processo em representação da família.
Um dos feridos, o jovem de 18 anos Mario Parraguez Pinto, recebeu um tiro no olho e está em estado crítico.
Além disso, 17 carabineros, um deles o capitão César Martínez, foram atingidos no rosto por um perdigoto durante os incidentes ocorridos em Pincoya, ao norte de Santiago.
Também em Piconya, onde na madrugada anterior dois oficiais ficaram feridos, foi registrada uma nova jornada de violência com disparos, barricadas e pelo menos um veículo incendiado.