O secretário de Segurança Urbana de São Paulo, Edsom Ortega, anunciou, na tarde desta quinta-feira (18), que a operação de combate à pirataria na Feirinha da Madrugada, na região central da capital paulista, apreendeu até o momento 1,1 milhão de produtos irregulares.
A Secretaria Municipal de Segurança Urbana realiza uma operação para fiscalizar a feira, que está fechada desde o dia 6 de agosto. Até agora, 2.700 boxes foram fiscalizados, de um total de 4.700. Ao todo, 300 agentes de vários órgãos da prefeitura trabalham na operação, a 22ª realizada no local.
Ortega afirmou que ainda vai levar alguns dias para concluir a fiscalização, mas não estabeleceu um prazo. Ele não descarta, entretanto, que a feira seja parcialmente aberta antes do término da operação.
- Se houver proposta de abertura parcial é factível, podemos avaliar.
A data de reabertura da feira será definida pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico em parceria com a Secretaria de Coordenação das Subprefeituras.
Durante a fiscalização, cerca de 40 estrangeiros em situação irregular no país foram identificados. A maioria de origem asiática. De acordo com o secretário, a PF foi notificada e os estrangeiros deverão regularizar sua situação ou deixar o país.
Quatro deles serão imediatamente deportados por não terem documentos.
Além dos estrangeiros, cinco pessoas foram presas por tentar furtar produtos da feira enquanto o local está fechado. Ninguém foi preso pelo porte de produtos ilegais.
A maioria das mercadorias apreendida é de roupas, calçados, bolsas, brinquedos e acessórios. Os produtos são piratas, de origem de contrabando ou de carga roubada. Eles estão sendo enviados a Polícia Civil que deverá destruí-los após um processo de comprovação da ilegalidade.
A secretaria também está verificando denúncias de locação e venda de boxes na feirinha, mas Ortega não deu detalhes sobre esse assunto. Ele destacou ainda que há pessoas procuradas pela polícia entre os comerciantes, mas não detalhou quantos.
De acordo com o secretário, há indícios de que contrabando e pirataria estejam relacionados a outros crimes, como sequestro e tráfico de drogas.