A Corregedoria da Polícia Militar investiga se houve a participação de policiais militares na agressão a um jovem na casa noturna Lisboa Chopp e Grill, no Tatuapé, Zona Leste de São Paulo. Os seguranças da casa noturna devem prestar depoimento nesta sexta-feira (19). Só depois, a polícia vai ouvir os responsáveis pela boate.

Evandro Gonçalves de Lima, de 25 anos, permanece internado em estado grave depois de ter sido espancado por seguranças da casa noturna. Na boate, os funcionários não atendem o interfone, a não ser para a polícia.

nvestigadores estiveram nesta quinta-feira (18) na casa noturna e tiraram fotos do lugar onde, segundo as testemunhas, as agressões aconteceram. Um computador com as imagens gravadas pelo circuito interno da boate foi apreendido.

Lima está com traumatismo craniano, na UTI do hospital da Vila Alpina. A polícia já identificou outras sete pessoas que dizem ter sido vítimas de agressão na mesma boate. Todas serão ouvidas.

O delegado responsável pelo caso já tem a lista com o nome dos 14 seguranças que trabalham na madrugada de sábado. A Corregedoria da Polícia Militar investiga a participação de policiais militares nas sessões de espancamento. Um policial já foi identificado, mas ainda não há a confirmação de que ele tenha se envolvido na confusão.

Imagens de câmeras de segurança de uma farmácia registraram a confusão do lado de fora da casa noturna. Lima sai e tira a camisa. Em vez de ir embora, volta e começa a agredir todos que estavam no local. O rapaz apanha de várias pessoas até ser jogado sobre um carro estacionado. O que aconteceu dentro da casa ainda está sendo investigado.

“Você vê na testa o desenho de bota. O peito dele tem a fratura. Na face, os olhos estão bem machucados, tanto por fora quanto por dentro. E todo lugar em que você tocar na cabeça dele está bem machucado”, afirma Rosemeire Gonçalves de Lima, mãe do jovem.