O total de pessoas pedindo auxílio-desemprego teve alta de 37.100 em julho, informou a agência de estatísticas ONS nesta quarta-feira, o maior aumento desde maio de 2009. Economistas previam um acréscimo de apenas 20 mil. A maior alta em mais de dois anos no número de britânicos desempregados aumenta a pressão para que o governo estimule a economia, no momento em que a Inglaterra luta para recuperar a confiança após as revoltas populares em algumas cidades. Parte da alta ainda se deve a mudanças na previdência, embora isso não possa explicar tudo, disse a ONS.
Porém, pesquisas indicaram que as empresas estão reduzindo os planos de contratação, gerando dúvida sobre a capacidade do setor privado para compensar os empregos públicos perdidos em meio aos cortes de gastos do governo, que busca diminuir o déficit no Orçamento.
O desemprego crescente deve piorar ainda mais a instável confiança do consumidor, já afetada pela inflação elevada, o baixo aumento salarial e as revoltas recentes em grandes cidades da Grã-Bretanha.
De acordo com a ONS, o número de pessoas sem trabalho na medida mais ampla ILO subiu 38 mil nos três meses até junho, para 2,494 milhões. A taxa de desemprego subiu inesperadamente, para 7,9%, ante previsões de uma leitura estável, em 7,7%.