O presidente americano, Barack Obama, exortou neste sábado (13) os membros do Congresso a pôr fim com o que denominou um "bloqueio" político em Washington, aprovando a legislação que visa criar novos empregos.

"Não podemos continuar com a luta partidária em nosso caminho, esta ideia de que trabalhar para a próxima eleição é mais importante do que trabalhar nas coisas corretas", advertiu o presidente em seu discurso semanal por rádio e internet.

"Isto é o que nos detém, o fato de que alguns no Congresso querem ver seus oponentes perderem, em vez de ver os Estados Unidos ganharem", acrescentou.

Estes comentários ocorrem num momento em que Obama é atacado por seus adversários do Partido Republicano e por alguns membros de sua própria base democrata pela gestão da crise econômica, especialmente em relação ao desemprego, que permanece em 9,1% e com uma recuperação estancada.

Na próxima semana, Obama tentará se reconectar com os eleitores americanos durante um giro de ônibus que o levará a Minesota, Iowa e Illinois, enquanto os americanos estão mergulhados no medo de retornar a uma recessão.

Obama admitiu que o país enfrenta "alguns desafios econômicos muito resistentes", mas colocou nos ombros do Congresso a culpa pela lenta recuperação da crise.

"Ultimamente, a resposta em Washington tem sido o partidarismo e o bloqueio que somente fazem diminuir a confiança pública e dificultam nossos esforços para o crescimento da economia", disse.

O presidente convocou os legisladores a aprovar um corte no orçamento, a dinamizar os processos para obter novas patentes para a inovação e a ratificar os acordos de livre comércio, que, segundo ele, ajudarão a vender mais produtos americanos em todo o mundo.

Não há "desculpas para a inação", disse.

"Afinal de contas, os Estados Unidos votaram por um governo dividido, não por um governo disfuncional, e temos trabalho a fazer", concluiu Obama.