Foram enterrados nesta quarta-feira (10) no cemitério Bosque da Paz, em Salvador, os corpos de operários mortos na queda do elevador de um prédio em construção que deixou nove pessoas mortas ontem.
Após o enterro, parentes e amigos dos operários mortos fizeram um protesto nas ruas da capital baiana, contestando a segurança da obra em que os colegas morreram, na avenida Antônio Carlos Magalhães.
O diretor de Comunicação do Sindicato de Trabalhadores da Construção Civil da Bahia, Raimundo Brito, disse em entrevista ao Hoje em Dia, da Rede Record, que o elevador em que os operários morreram estava muito velho e já havia apresentado problemas. Ele diz que a empresa responsável, Construtora Segura, não atendeu as reclamações.
A polícia descartou a hipótese de superlotação, já que o equipamento tinha capacidade para 12 pessoas. O laudo da perícia deverá ficar pronto em 30 dias o que poderá confirmar as causas do acidente.
O diretor Construtora Segura, Fernando Magalhães , disse hoje que a manutenção do equipamento estava em dia. Ele contou que, há 30 dias, todos os cabos do equipamento foram trocados e que, uma vez por semana, era feita uma revisão no sistema.
A SRTE (Superintendência Regional do Trabalho) da Bahia disse já ter detectado as causa do acidente com o elevador. Segundo o órgão, houve uma falha no eixo de roldanas, que faz o elevador subir e descer. Outro problema foi detectado em um freio mecânico, que deveria funcionar caso houvesse a primeira falha.
O acidente aconteceu por volta das 7h30 da terça-feira. As vítimas trabalhavam no Edifício Comercial 2, anexo ao Empresarial Thomé de Souza, quando o elevador despencou do 20°andar (uma altura de cerca de 80 m), matando os nove operários. O aparelho, conhecido como “balança”, era usado para transportar materiais de construção e trabalhadores, e tinha capacidade para oito pessoas.