Comerciantes da Feira da Madrugada fizeram um protesto na manhã desta quinta-feira no Brás, região central de São Paulo. Na sexta-feira da semana passada, uma operação de combate à pirataria e à sonegação fiscal, comandada pelo Gabinete de Segurança e pela Secretaria de Segurança Urbana da prefeitura, fechou os portões do Pátio do Pari, onde ocorre a feira. Desde sábado, os comerciantes organizam manifestos para criticar a medida.

De acordo com a Polícia Militar, o protesto começou antes das 8h de hoje, e reuniu cerca de 400 comerciantes. A manifestação foi pacífica. Por volta das 11h, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), o grupo ocupou o sentido Santana da avenida do Estado, próximo ao cruzamento com as ruas São Caetano e Mercúrio, mas liberou pouco tempo depois.

O grupo se concentrou mais algum tempo na rua Monsenhor de Andrade, uma das vias próximas da feira, e se dispersou pouco após o meio-dia, conforme informou a PM. Por causa do protesto, a CET registrava 2 km de lentidão na avenida do Estado, sentido Santana, por volta das 12h30, entre o viaduto 31 de março até a rua João Teodoro.

Segundo a assessoria da prefeitura, o secretário municipal de Segurança Urbana, Edsom Ortega, afirmou que, com o desenrolar das fiscalizações, as 2.897 lojas, em estimativa oficial, seriam abertas gradualmente. Na segunda-feira, o prefeito Gilberto Kassab afirmou que uma "pequena área" ocupada pelos comerciantes no Pátio poderia ser reaberta no fim desta semana.