A elaboração de uma política de combate a epidemia do crack, que atinge crianças, jovens e adultos de todo o país, será a partir de agora uma das agendas prioritárias do PPS. A decisão foi tomada em reunião da Executiva Nacional da legenda, realizada nesta terça-feira, em Brasília. O ponto de partida para a discussão deste plano será um seminário sobre o tema, que deve ser realizado no próximo mês.
A iniciativa partiu dos deputados estaduais Luciano Rezende (PPS-ES) e Luiz Castro (PPS-AM), da deputada federal Carmen Zanotto (PPS-SC) e do dirigente Lula Marques (PPS-DF).
"O combate ao crack não vem sendo tratado de maneira eficaz. As políticas públicas não acompanham a velocidade da epidemia. Por isso, o partido precisa discutir a fundo esse assunto e elaborar um plano de combate ao consumo dessa droga. Em uma semana o crack faz com o ser humano o que o álcool leva anos para fazer", ressalta Luciano Rezende.
Ele lembra ainda que no Espírito Santo o crack chegou até a colheita do café. "O disk crack já chegou na lavoura", adverte, lembrando que a droga causa enormes prejuízos para a saúde pública e tem reflexos diretos no aumento da violência. "O usuário de crack enlouquece e na busca pela droga faz qualquer coisa. O passo para entrar para o crime é muito curto. Isso sem contar nos prejuízos para a área da saúde pública, que passa a gastar muito mais para atender as vítimas da droga. Até os planos de saúde já diagnosticaram reflexos da epidemia do crack", ressalta o deputado.
A deputada Carmen Zanotto ressaltou que já vem acompanhando um grupo de trabalho da Câmara dos Deputados que está debatendo o assunto para elaborar propostas de combate ao consumo de crack. "Esse é um assunto muito sério que, se não for tratado com eficiência e rapidez, vai comprometer a vida de milhares de brasileiros.É uma questão grave de saúde pública que precisa ser encarada de frente", disse a parlamentar.
Já o deputado Luiz Castro, lembra que o crack e o oxi são drogas de alto poder destrutivo e invadiram também o Amazonas. "O declínio do usuário é imediato, com índice de mortalidade muito grande", adverte.
Ele lembra ainda que, na elaboração da política de combate a droga, é preciso que se leve em conta a repressão ao tráfico. "Hoje a maior parte das drogas vem da Bolívia. É um fato conhecido que precisa ser enfrentado", ressalta o parlamentar.