O novo Governo da Tailândia liderado pela primeira-ministra, Yingluck Shinawatra, assumiu nesta quarta-feira suas funções com a prioridade de tirar o país da crise que atravessa desde o golpe de Estado dado há quase cinco anos pelos militares.

A primeira mulher tailandesa a ocupar a chefia do Executivo e seus 35 ministros e vice-ministros juraram seus cargos durante uma audiência concedida pelo rei Bhumibol Adulyadej, no Hospital Siriraj, onde está internado desde setembro de 2009.

Yingluck reiterou após a cerimônia que sua prioridade será conseguir a reconciliação nacional.

A vitória eleitoral do partido Puea Thai acabou com a divisão política na Tailândia, onde os militares deram 18 golpes de Estado nas últimas oito décadas.

Para cumprir suas ambiciosas promessas eleitorais, incluindo o aumento do salário mínimo, a construção de uma rede nacional de trens de alta velocidade e a melhoria da saúde pública, Yingluck se rodeou de um Executivo composto por políticos dos seis partidos da coalizão e vários burocratas.

"Confio e estou satisfeita com a composição do Gabinete, ao qual antes de julgar é preciso dar a oportunidade de demonstrar como trabalha", disse a primeira-ministra aos jornalistas em resposta às críticas lançadas por vários deputados de seu próprio partido.

O partido da primeira-ministra obteve 265 cadeiras do total de 500 que compõem o Parlamento, embora em conjunto a coalizão controle 300 assentos.

Ficaram de fora do Executivo os deputados procedentes das fileiras dos chamados "camisas vermelhas", que com seus protestos no ano passado contribuíram para forjar a vitória eleitoral da legenda governante.

No total, 92 pessoas morreram e 1,8 mil ficaram feridas por causa das explosões de bombas e em enfrentamentos travados entre as forças de segurança e os "camisas vermelhas".