Durante entrevista ao programa Cidade Aflita, comandado por Canetinha, neste final de semana, o prefeito de Maceió, Cícero Almeida (PP), fez um grande balanço positivo de sua gestão e saiu em defesa do ex-ministro Alfredo Nascimento (PR), que após as denúncias de que pessoas do ministério cobravam propina de empresas prestadoras de serviço – empreiteiras e consultorias envolvidas na construção e reforma de estradas – deixou o governo Dilma Rouseff.
Para Almeida, a cidade de Maceió vive uma nova realidade dentro das possibilidades ofertadas diante dos recursos em caixa. No entanto, os esforços incansáveis da bancada alagoana e de seus senadores proporcionaram uma nova cidade.
“No próximo ano, em 2012, deixaremos a cidade de Maceió com consideráveis avanços. Logicamente que existem problemas que não resolvemos, mas até o final, com fé em Deus, iremos continuar o nosso trabalho incansável”, revelou Almeida, relatando que antes da entrevista passou toda madrugada anotando em uma agenda todos os seus feitos por Maceió.
“Canetinha passei horas escrevendo aqui, nesta agenda, as realizações por nossa Maceió nestes últimos anos. A saúde é uma área, por exemplo, que investimos muito e ainda não se encontra como desejaríamos e isso nos motiva a trabalhar dia-a-dia para melhorar”, frisou.
No final da entrevista, Almeida fez questão de perguntar ao apresentador se ele assistiu ao discurso do ex-ministro e, agora, senador Alfredo Nascimento que esbravejou, no plenário do Senado, que antes de qualquer formação de valor ou condenação deveria ser realizada uma verdadeira investigação.
O prefeito fez coro às declarações e disse que essa situação deveria mudar no Brasil e que as decisões por parte do Executivo deveriam acontecer após uma investigação séria e coesa. “Esse ministro fez muito por minha cidade, ele é um homem honrado”, classificou.
Em pronunciamento de mais de meia hora na última semana, o senador Nascimento (AM), presidente nacional do PR, afirmou que seu partido "não é lixo para ser varrido da administração pública". Em tom de indignação, ele enfatizou que o PR possui as mesmas qualidades e defeitos dos demais partidos políticos e saiu em defesa de seus filiados. "Eu não sou lixo, meu partido não é lixo, nossos sete senadores não são lixo", repetiu.
Sob denúncias de corrupção, o Ministério do Transportes e o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) transformaram-se em alvo de profunda devassa do governo federal, que determinou a demissão, até agora, de 27 servidores. Essa iniciativa ganhou o apelido informal de "faxina" do governo federal, que a oposição deseja ver ampliada a outros órgãos.
Nascimento declarou, ainda, que pediu à Procuradoria Geral da República (PGR) que instaure ampla investigação contra ele, oferecendo a abertura de seus sigilos fiscais, bancário e telefônico.
No entanto, provocado pelo líder do PSDB - o senador paranaense Álvaro Dias -, o ex-ministro recusou-se a assinar o requerimento de abertura de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) no Senado para investigar as denúncias contra o Ministério dos Transportes.
