Que é a advocacia senão a profissão essencial à Justiça e à Cidadania em todo o mundo?
Mas, que é a advocacia senão a profissão que necessita de defesa de sua identidade, de sua essencialidade, de seu respeito, de sua natureza de insubstituível quanto à efetividade – e garantia – dos direitos individuais e coletivos.
Dos direitos de TODOS!
Por isso nesta semana de comemoração sobre nossa data (Dia do Advogado, 11 de agosto), façamos uma semana de reflexão.
De reflexão e de questionamento.
De questionamento e de luta pelo exercício de nossa missão social, sem a qual se faz imperar o arbítrio, sem a qual se faz reinar o desequilíbrio.
Sim, devemos defender, todos nós, os advogados.
Por que? Porque, por vezes, somos vítimas da incompreensão de nosso papel.
Por exemplo, temos nossas prerrogativas de atuação aviltadas e negligenciadas por autoridades policiais, do judiciário, das esferas de decisão e de poder.
Temos nosso mercado de trabalho desprestigiado em sua grande maioria, em especial quando o advogado é empregado de corporações que não honram os salários necessários e justos frente à nossa especialização e aos nossos anos de estudo.
Por formação profissional, inclusive, nesta semana façamos ecoar o grito em defesa de ensino jurídico público e privado de qualidade, possibilitando que cada vez mais estudantes possam, de fato, advogar com a competência atestada pelo valioso instrumento do Exame da OAB.
E mais: devemos defender o advogado porque nos momento de crise nas democracias, de embates entre pontos de vista e de tensão no social por demandas em conflito, é o advogado um dos chamados a mediar.
E ao interpretar a Lei, é o advogado quem argumenta em favor do justo.
Sim, sou advogado, orgulho-me imensamente de minha profissão.
Sei que todos nós somos alvo de distorções a nós atribuídas, de piadas sem graça sobre nossos honorários à pecha de sermos insensíveis... de acusações de defendermos direitos escusos à menções rasteiras de corporativismo... de atuarmos como operadores de algo intangível à maioria (visão limitada de Justiça!) à ilação de não defendermos o bem da coletividade.
Atuamos em defesa da Lei, sob o julgo da Lei, em consonância irrestrita da Lei.
E por assim fazermos, somos sim insubstituíveis. Sem a advocacia vale o poderio nefasto do autoritarismo, da ditadura, da vedação insana e desproporcional.
Que é a advocacia senão a tarefa de dialogar com base na Lei dos Homens, na busca pela harmonia e na recusa veemente do enorme mal que a injustiça proporciona?
Este é o nosso dever!
E, por isso, merecemos felicitações!
PS.: nesta semana especial em que comemoramos nossa data, farei posts diários sobre nossos desafios e sobre nossa missão de advogar!
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