O deputado federal Maurício Quintella (PR) fez questão de ressaltar, em entrevista ao Portal CadaMinuto, que acredita ‘cegamente’ na capacidade e na administração do Superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes em Alagoas (DNIT/AL), Fernando Fortes Filho. Ele ocupa um cargo de indicação política disponibilizado pelo deputado.
O parlamentar revelou que assim que o Tribunal de Conta de União (TCU) solicitou informações de uma obra em um trecho da rodovia BR-101, Fortes paralisou o ‘plano de trabalho’ e se pré-dispôs a compartilhar todos os dados conforme a solicitação.
“Eu não tenho essa visão que o Jornal Nacional apresentou em sua última edição. No entanto, caso ele venha ‘cair’ tenho certeza que será por motivos políticos. Competência ele tem de sobra e confio plenamente na condução de sua gerência frente ao DNIT”, expôs o parlamentar.
A dança das cadeiras nas superintendências do DNIT deve se acelerar na próxima semana. A ordem da presidente Dilma Rousseff é reduzir a influência dos partidos na indicação dos 23 superintendentes. Entre eles, estão os do Amazonas, Alagoas, Mato Grosso do Sul e São Paulo, ligados ao Partido da República (PR).
O parlamentar confidenciou também que, até o momento, não foi comunicado, ao menos oficialmente, de qualquer decisão que resulte na exoneração do superintendente no Estado. “Caso se concretize a especulação da imprensa, não sei informar se outra pessoa que venha a gerir o órgão, em Alagoas, passará por uma indicação minha ou do PR. A Dilma, a princípio, deseja reduzir a influência dos partidos na indicação das chefias e veremos junto ao PR nacional uma posição”, frisou.
Fernando Fortes negou em entrevista à imprensa, qualquer irregularidade na condução do DNIT e disse,ainda, que o relatório do TCU teria sido elaborado por técnicos despreparados. Sobre o desabafo, Quintella arrefeceu a declaração e defendeu que em momentos de ‘cabeça quente’ se fala algo que não deveria, salientando que o superintendente é uma pessoa técnica e não um político.
O superintendente do DNIT em Mato Grosso, Nilton Brito, foi o primeiro a cair depois das denúncias de irregularidades no Ministério dos Transportes. Ele entregou a carta de demissão no início da semana. O irmão dele tem uma empresa que mantém contratos de R$ 20 milhões com o DNIT. Nilton era homem de confiança de Luiz Antônio Pagot, ex-diretor-geral do DNIT.

