O ex-deputado estadual Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, negou que tenha conotação política suas críticas ao trânsito caótico de Maceió. Ao reclamar do trânsito em seu twitter, a declaração do ex-parlamentar ganhou repercussão em virtude da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito de Maceió ser comandada pelo petista José Pinto de Luna, que concorreu – juntamente com Paulão, em 2010 – há uma das vagas da Câmara Federal.

Nos bastidores, comenta-se que Luna não se sente tão satisfeito dentro do Partido dos Trabalhadores e até fez divergências no processo eleitoral. Mas, Paulão afirma que sua declaração passou longe de ser uma critica personalista ao superintendente. De acordo com ele, foi um desabafo sobre uma situação vivenciada no trânsito caótico de Maceió. “Reclamei do óbvio ululante. Nada demais. Reclamei ao me deparar com semáforos sem funcionar e perguntei onde estavam as autoridades responsáveis, sem qualquer conotação política”.

De acordo com Paulão, ele tem se deparado mais com a situação do trânsito da Avenida Fernandes Lima – por exemplo. “Minha logística agora é outra. Não ando mais tanto no interior, como fazia quando deputado estadual. Na ida para o trabalho faço o percurso de Cruz das Almas à Avenida Fernandes Lima e vejo os problemas que qualquer um de nós enfrenta”, colocou.

Paulão emendou ainda: “minha crítica é em relação à ausência de política pública de trânsito, que não vejo. Não vejo sinergia entre os governos municipal, estadual e federal. Eu defendo um planejamento estratégico, com diagnóstico, análise de recursos, apontamento de responsáveis e metas a serem cumpridas. Na Avenida Fernandes Lima mesmo, há uma lei que proíbe o tráfego de caminhões em determinados horários, mas não é cumprido. Vemos mais as ações punitivas, como acontece na orla”, colocou.

O ex-deputado disse ainda que a crítica foi generalizada e aproveitou para cobrar parcerias entre os órgãos de trânsito – Detran, SMTT, DER – e que estes podiam ainda contar com a ajuda dos técnicos da Universidade Federal de Alagoas. Destacou necessidade de obras macros, a discussão dos transportes de massa e das ciclovias. E assim, Paulão nega ataques diretos a Pinto de Luna.