O chefe das Forças Armadas de Israel, Benny Gantz, escalou uma equipe especial para revisar a investigação sobre o cativeiro do soldado Gilad Shalit, sequestrado por milícias palestinas em 2006.

A equipe, segundo o jornal israelense "Haaretz", vai avaliar novamente, com novos olhos, as evidências acumuladas nestes cinco anos sobre a localização de Shalit.

O time será lideradp pelo coronel de reserva Lior Lotan e terá outros seis especialistas em inteligência e oficiais do Exército.

O major-general Orna Barbibai, chefe de gabinete do Exército, se encontrou nesta quarta-feira com a família de Shalit para informar as novidades no caso.

O ex-chefe das Forças Armadas Gabi Ashkenazi disse antes de deixar o cargo que Israel não tem as informações exatas sobre a captura de Shalit e, por isso, não pode localizá-lo e nem agir para sua libertação.

Shalit foi sequestrado em 25 de junho de 2006, durante uma operação do Exército israelense na faixa de Gaza, segundo a versão palestina, e em sua base em território israelense perto do limite de Gaza, segundo a versão israelense.

Quando capturado, Shalit era cabo e tinha 19 anos. Ele foi promovido a sargento durante seu sequestro e estaria em alguma parte da faixa de Gaza, dominada pelo Hamas desde 2007, quando o secular Fatah, do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, foi expulso do território à força.

Com a mediação de Egito e Alemanha, o acordo avançou poucos passos. O Hamas chegou a divulgar um vídeo de Shalit no cativeiro. No passado, diálogos tinham rendido apenas o envio de algumas cartas e um áudio.

Na última tentativa de acordo, o grupo, que comanda a faixa de Gaza, exigia a libertação de mil presos em troca de Shalit. Ele rejeitou, contudo, a exigência de Israel de que, do total, 450 palestinos libertados --entre eles os autores intelectuais e materiais de atentados suicidas contra alvos civis israelenses-- sejam expulsos para Gaza, e não para a Cisjordânia, onde moravam antes.

A família de Shalit pressiona constantemente o governo, mas o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu alega que seu governo não deve ser alvo de pressões, já que, apenas com uma "posição rígida" nas negociações, Israel conseguirá que os islamitas reduzam suas exigências para um acordo.

A nova equipe escolhida pelas Forças Armadas deverá também avaliar a saída política para a crise.